Lição 11 - Numa Vida de Santidade

1º Trimestre de 2019

ESBOÇO DA LIÇÃO:
SANTIDADE COM O CORPO
SANTIDADE COM A MENTE
PALAVRA E ORAÇÃO

OBJETIVOS:
Ensinar o que é “santidade”;Ressaltar a santidade em relação ao corpo e à mente;
Destacar a Palavra e a Oração como elementos de consagração a Deus.

A adolescência cristã contemporânea vive um momento de pressão na esfera sexual da vida por parte da mídia. Não são poucos os médicos, psicólogos e especialistas que não deixam passar a oportunidade de “cientificar” aquilo que a Palavra de Deus rejeita para a vida equilibrada: tolerância com a impureza sexual.Com coerência, em sua obra “Disciplinas do Homem Cristão”, o autor R. Kent Hughes lança luz sobre o tema demonstrando que a pureza sexual é a vontade de Deus:

Algumas pessoas, sob a proteção do cristianismo, simplesmente não aplicam o que digo com relação à pureza. Consideram-na um ensinamento vitoriano1  e puritano. Vitoriano, não. Puritano, gloriosamente, sim! – por ser soberbamente bíblico. Para contestar tais pessoas, levo-as ao apelo mais explícito à pureza sexual que conheço:

Pois é a vontade de Deus: a vossa pureza, que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santidade e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios  que não conhecem a Deus, e que, nesta matéria, a ninguém ofenda nem defraude seu irmão, porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para impureza, e sim, em santificação. Destarte, quem rejeita estas cousas não rejeita ao homem, e, sim, a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.(1 Ts 4.3-8)

Se esta passagem não for bastante convincente, com relação à ética bíblica, devemos entender que ela se baseia em Levítico 19.2, onde Deus diz: ”Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” – uma ordem dada no contexto dos alertas contra o desvio sexual. Também quero chamar atenção para o fato de que em 1 Tessalonicenses somos chamados a evitar a imoralidade sexual e, por três vezes, a ser “santos”. Rejeitar isto é pecar contra o Espírito Santo – a presença viva de Deus – como a passagem de 1 Tessalonicenses torna claro.2 

Leon Morris, estudioso do Novo Testamento, escreveu:

O homem que pratica um ato de impureza não está simplesmente quebrando um código humano, nem mesmo pecando contra o Deus que há algum tempo lhe deu o dom do Espírito. Ele está pecando contra o Deus que está presente naquele momento, contra aquEle que continuamente dá o Espírito. O ato impuro é um acinte aos dons de Deus no exato momento em que está sendo oferecido... Este pecado é visto em sua verdadeira luz apenas quando é visto como uma preferência pela impureza, mais que o Espírito, que é santo. Portanto, para um cristão declarado, rejeitar este ensinamento a respeito da impureza sexual é o mesmo que rejeitar a Deus, e isto pode indicar uma falsa fé.3  

Prezado professor, prezada professora, incentive os seus alunos a exercitarem uma leitura crítica das explorações sexuais feitas pela mídia comparando com o princípio da Palavra de Deus, onde a ordem e as etapas da vida são plenamente respeitadas (Gn 1.1-31; Ec 3.1-8). Enquanto o princípio de vida da sociedade é pragmático, o de Deus é o do controle, do equilíbrio e da certeza de que Ele tem o melhor para as nossas vidas em todo o tempo. Boa Aula! 

Por Marcelo Oliveira de Oliveira
Editor Responsável pela revista Adolescentes Vencedores 


1 Movimento de cunho moral lançado na época do reinado da rainha Vitória (1837-1901) na Inglaterra, onde a moralidade da mulher era manifesta em seu adorno nas várias peças de roupas produzidas para esse fim (mangas coladas, espartilho, camadas de corpete, três ou mais anáguas, armação de saia, um vestido de lá com vinte metros de lã ou seda, fora o xale, o chapéu decorado com penas, flores, fita, véu, no que resultava em aproximadamente 10 kilos de roupa). O período ficou marcado pelo recato das mulheres que tinham seus movimentos naturais prejudicados pelo excesso de roupas que tinham que vestir.
2 HUGHES, R. Kent. Disciplinas do Homem Cristão. Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p. 19-20.
3 MORRIS apud. HUGHES 2004, p. 19-20. 

 

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