Subsídios Lições Bíblicas - Adultos

Lição 3 - A Chamada Profética de Samuel

4º Trimestre de 2019

ESBOÇO GERAL
I – DEFINDO O TERMO “PROFETA” EM ISRAEL
II – O DESENVOLVIMENTO DO MINISTÉRIO DE SAMUEL
III – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA ATUALIDADE 

Definição de Profeta

Osiel Gomes

Nabi provém da raiz naba do hebraico e seu sentido primário é “alguém que declara ou anuncia algo”. No contexto bíblico, fala daquele que recebeu por revelação direta de Deus suas palavras para proclamar ao povo. O nabi aparece mais de trezentas vezes nas páginas velho testamentárias, isso dentro de diversos contextos, o que pode ser visto em passagens como: Gênesis 20.7; Números 12.6; 1 Samuel 3.20; 1 Reis 1.8; Salmos 74.9; Jeremias 1.5. [...] 

Ainda que etimologicamente o termo profeta não possa ser definido por completo em sua essência, é primordial que se entenda que ele não era visto apenas como um declarador de algo, mas, sim, como homem de Deus. Essa definição era aplicada também a nabi, de modo que isso o caracterizava como um escolhido para uma missão especial ou profética da parte de Deus. 

Na contextura hebraica, além de homem de Deus, o profeta era visto como um atalaia e pastor (Jr 6.16; Ez 3.17). Assim, conclusivamente dizemos que a visão que se tinha do profeta no Antigo Testamento é que ele era um escolhido de Deus para levar a mensagem divina ao povo. Não tinha nada de si mesmo, mas tudo partido do alto. Ele não poderia falar no seu nome, mas no nome daquEle que o tinha enviado.

O Novo Testamento tem sua definição também para o prophétes, palavra que aparece 159 vezes. O prefixo da palavra pro, antes, phemi, falar, já esclarece em si o significado: uma pessoa que fala em nome de outra. Portanto, o profeta seria inspirado por Deus para falar as suas palavras.

A vida do profeta era caracterizada pelo sobrenatural. Ele podia predizer coisas futuras, envolvendo acontecimentos tanto de ordem nacional como das particularidades da vida de pessoas. Vale dizer que o profeta neotestamentário se caracterizava também pelo oficio profético e, nesse particular, podia exortar, ensinar, orientar, estar à frente de um rebanho. O doutor Champlin fala muito bem sobre a caracterização do profeta. Veja:

Apesar da ideia de predição do futuro fazer parte inerente do ofício profético, incluindo acontecimentos nacionais, comunais e individuais, o oficio profético envolvia as atividades de exortação, ensino, pastoreio e liderança espiritual em geral. Os profetas eram tidos como representantes de Deus, libertadores e intérpretes da mensagem divina. Eles serviam de elo vital na questão das revelações, bem como veículos do conhecimento espiritual. As revelações por eles recebidas por ordem do Senhor em alguns casos tornaram-se concretas nos livros que escreveram. 

Com essas palavras não se pode entender os profetas apenas como pessoas que tinham visões e revelações, mas como homens capacitados por Deus para atuarem na sua obra. Já falamos acima da importância que o ofício profético tinha dentro da comunidade judaica, inclusive Moisés desejava que todos fossem profetas e, ademais, queria que eles não fossem censurados (Nm 11.29).

Historicamente, podemos entender que havia os profetas que se tornaram conhecidos no meio da comunidade do povo de Deus e outros que eram procurados para dar orientações particulares, todavia, não eram reconhecidos publicamente. Pode-se dizer que o profeta verdadeiro não tinha como prioridade revelar algo para vidas isoladas, antes, sua maior missão era revelar a todos a mensagem de Deus, confrontar quem quer que fosse para ajustar suas vidas e retornar em quebrantamento ao Senhor.

Para a distinção entre aqueles que tinham o ministério profético e os que apenas eram chamados de profetas, pode-se tomar a pessoa de Abraão, o primeiro a ser chamado de profeta (Gn 20.7), mas não no sentido de exercer um ministério, posto que o protótipo maior para a função de profeta nacional será Moisés (Êx 18.15-19).

Texto extraído da obra “Tempo, Bens e Talentos”, editada pela CPAD.  

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Videoaula - pastor Osiel Gomes

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