Lição 8 - O Deus Amigo

1º Trimestre de 2019

Texto Bíblico – Gênesis 12.1; 18.17-33; 22

Caro(a) professor(a).

Na aula desta semana seus alunos aprenderão a respeito da amizade com Deus. Na Bíblia, encontramos exemplos de grandes homens e mulheres que foram verdadeiros amigos de Deus, pois tinham uma profunda intimidade com Ele. Alguns aspectos podem ser observados nestes personagens da Bíblia e, com eles, podemos aprender preciosas lições que nos mostram o que Deus espera encontrar no coração daqueles que desejam ter intimidade com Ele. 

A vida de Abraão, assunto da lição de hoje, é um grande exemplo de amizade e intimidade com Deus. A maneira como ele correspondeu ao chamado do Senhor é fantástica. Vejamos alguns aspectos do chamado de Deus na vida de Abraão, detalhados na Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, p. 50):

“1. A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (Gn 12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles.

2. Deus prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (12.2,3). O Novo Testamento ensina claramente que a última parte dessa promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de Cristo (At 3.25; Gl 3.8).

3. Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz (hb 11.9,10,14-16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13).

4. A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. Deus requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido. A obediência e a dedicação demandavam: (a) confiança na Palavra de Deus, mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível (15.1-6; 18); (b) obediência à ordem de Deus para deixar a sua terra (12.4; Hb 11.8); e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão (17.1,2).” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 50).

Além da obediência, Abraão teve que manter a sua fé inabalável para com o Criador. Todas as promessas de Deus na vida de Abraão haviam de se cumprir, mas para isso ele deveria esperar o tempo de Deus. Sua esperança enfrentou vários momentos difíceis que certamente o fizeram pensar em desistir, todavia, Abraão creu e isso foi a razão pela qual o Senhor o reconheceu como “justo” (Gn 15.6).

A experiência de Abraão com Deus foi tão profunda que não importava o tempo, a circunstância ou suas próprias limitações. Ele aprendeu a confiar no Senhor mediante as experiências que atravessou. O tempo foi a escola de Abraão, e nem mesmo as suas falhas e limitações foram forte o suficiente para distanciá-lo do Criador. Abraão não nasceu o “pai da fé”. Antes, ele se tornou o “pai da fé” no deserto das dificuldades para que recebesse da boca do próprio Deus o título de “Amigo de Deus” (cf. Is 41.8; Tg 2.23).

Para fixar o aprendizado da aula de hoje, sugerimos a seguinte atividade:

Tema: Jesus, nosso melhor e maior amigo!

Texto bíblico: Lucas 2.1-20

Versículo bíblico: “Já vos não chamarei servos [...], mas tenho vos chamado amigos” (Jo 15.15).

Hoje seus alunos aprenderão que Jesus deseja ser o nosso maior e melhor Amigo.

Hoje seus alunos decidirão se vão ter um relacionamento de amizade com Jesus.

Material necessário: cartões em E.V.A. com a seguinte frase: ‘O meu amigo Jesus é...’; canetinha hidrocor.

Aplicação: É bom ter amigos, mas Jesus será sempre o nosso melhor e maior Amigo. Ele nunca nos deixa ou nos decepciona como os outros amigos.

Atividade: Sente-se em circulo com as crianças no chão. Providencie os cartões em E.V.A. e a canetinha. Diga às crianças o quanto é bom ter amigos. Mas reforce a ideia de que existe alguém muito especial que deseja ser o nosso melhor Amigo. Em seguida, peça que os alunos completem a seguinte frase: ‘O meu amigo Jesus é...’. À medida que forem falando, anote nos cartões formando pares, como em um jogo da memória. Exemplo: ‘O meu amigo Jesus é amoroso’. Depois deixe que as crianças brinquem com o jogo da memória que foi formado por elas. Enquanto brincam, reforce o ensino explicando que Jesus é Amigo de verdade. Ele nunca nos deixa ou decepciona. Conclua orando com os alunos. Agradeça a Jesus por seu amor e sua amizade.(Atividade extraída do livro de BUENO, Telma. Boas Ideias para Professores de Educação Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 37). 

Por Thiago Santos
Educação Cristã. CPAD.

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