Lição 11 - Um Jantar que é um sonho

3º Trimestre de 2020: Subsídio Especial 

Texto bíblico: Gênesis 43.1-34; 44.1-34.

Prezado(a) professor(a),

Na aula desta semana seus alunos aprenderão que é fundamental desfrutarmos da companhia de nossos familiares, pois não sabemos por quanto tempo isso será possível. José teve de aprender a lidar com a solidão por muitos dias. Distante de sua família, na casa de Potifar, trabalhando como escravo e sem muita perspectiva em relação ao seu futuro, José só tinha o Senhor como companhia e família. Deus esteve presente na vida de seu servo suprindo tudo o que era necessário para que ele não se sentisse sozinho. Assim também acontece na vida de seus alunos. Certamente, muitos dentre eles não moram com os pais casados ou não podem estar com os irmãos de sangue. Para uma criança da faixa etária dos Juniores isso tudo pode causar muita confusão. Somente o Senhor para ajudá-los a compreender essas dificuldades da vida que, embora não tenham sido fruto da escolha deles, são realidades que eles precisam enfrentar.

Para refletirmos sobre o assunto é preciso observar a história de José com cautela. Note que José tinha tudo para guardar raiva de seus irmãos ou mesmo de seus pais no tocante à forma que lidavam com os filhos. Afinal de contas, todo sofrimento que José passou também tem a ver com os problemas que aconteciam dentro da casa de seu pai, Jacó, e que não eram resolvidos. Filhos desobedientes, irmãos invejosos, pais que tratavam os filhos de forma imparcial ou privilegiada. Esses e uma série de problemas que precisam ser sanados para que José e seus irmãos crescessem num ambiente de cordialidade e paz. Infelizmente isso não era possível e esta triste realidade faz parte do dia a dia de boa parte dos juniores. Somente o Senhor para prover a graça e a paz que guarda os corações e os sentimentos em Cristo Jesus (cf. Fp 4.7).

De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995, p. 1829):

Quando invocamos a Deus, com um coração posto em Cristo e na sua Palavra (Jo 15.7), a paz de Deus transborda em nossa alma aflita. (1) Essa paz consiste em uma tranqüilidade interior, que o Espírito Santo nos transmite (Rm 8.15,16). Envolve uma firme convicção de que Jesus está perto, e que o amor de Deus estará ativo em nossa vida continuamente (Rm 8.28, 32; cf. Is 26.3). (2) Quando colocamos diante de Deus, em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em Cristo (v. 6. Is 26.3, 4, 12; 37.1-7; Rm 8.35-39; 1 Pe 5.7). (3) Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração, a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de Deus que guarda os nossos corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor (v. 4).

É importante que seus alunos saibam, primeiramente, que não estão sozinhos. Deus está cuidando de cada um de nós nos mínimos detalhes. Embora pareça que a nossa história não terá um futuro promissor, mas é exatamente nos momentos de maior dificuldade e descrença que o Senhor nos surpreende e nos mostra o caminho da sua bondade (cf. Gn 51, 52). Foi assim na vida de José, quando tudo parecia terminado o Senhor o exaltou e o colocou como segunda maior autoridade que havia em todo o Egito. Somente o Senhor para operar com tamanha graça. Mas a família de José precisa se reconciliar com ele. Foi então que Deus permitiu esse encontro, um jantar abençoado, e mesmo José havendo provado os seus irmãos para saber se ainda havia em seus corações, ele pode ter a certeza de que Deus estava tratando com cada um deles e também com o próprio José (cf. Gn 44.1-34). Sentar à mesa e compartilhar da comida era um símbolo de comunhão entre a família de José. Era disso que ele mais precisava: sentar à mesa e conversar com eles em paz, sem ofensas ou brigas. 

Explique a seus alunos que Deus deseja restaurar a família deles, se por ventura algum aluno encontra dificuldade para estar em harmonia com seus irmãos, seja em casa ou na igreja. Reforce que Deus tem o poder de operar seu amor e perdão nos corações. Ressalte que, muitas vezes, a harmonia não virá de quem nos ofendeu, mas da nossa parte. Como servos de Deus, precisamos fazer a diferença. Aproveite o exemplo de José e marque um encontro com a turma para que eles possam se confraternizar e aumentar a afinidade. Pode ser um café da manhã antes da Escola Dominical ou mesmo uma atividade fora do horário da aula para que seus alunos possam desenvolver a comunhão a aprender a lidar uns com os outros. Diga que Deus é fiel e assim como restaurou a comunhão de José com sua família, também pode restaurar a comunhão entre os Juniores e seus familiares.

Tenha uma excelente aula!

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