Lição 12 - Elias, um profeta de milagres

4º Trimestre de 2020

Texto bíblico: 1 Reis 17.1; 18.1-46.

Prezado(a) professor(a),

Na lição desta semana seus alunos estudarão sobre um profeta que não temeu protestar contra a idolatria. Se há uma coisa que o Senhor não tolera é o fato de seus servos dividirem a adoração devida a Ele com outras coisas ou personalidades (cf. Êx 20.2-6). Elias sabia muito bem disso e em muitas ocasiões condenou o comportamento do rei e do povo no tocante às coisas espirituais.

Semelhantemente, Deus espera um posicionamento da igreja dos dias atuais no que diz respeito à tolerância ao pecado e tudo aquilo que desvia a adoração única devida ao Senhor. Infelizmente, há muitas coisas que tentam roubar a atenção da igreja e desviá-la do seu verdadeiro propósito. Mas Deus se importa com os seus servos e, terminantemente, usa os seus profetas para despertar sua igreja a fim de que esta abandone tudo aquilo que pode ser considerado idolatria, sejam bens materiais, status social, pessoas, cargos, enfim.

Independentemente de qual for o objeto de veneração que tem distraído a igreja, o que importa dizer é que a adoração genuína deve ser direcionada somente a Deus, o único que é digno de receber todo o louvor e glória.A idolatria praticada pelos israelitas nos dias de Elias era vergonhosa e o profeta teve papel crucial na renovação espiritual do povo. No comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, p. 552), encontramos alguns detalhes do protesto de Elias à triste condição espiritual em que o povo se encontrava:

O modo corajoso de Elias falar a Acabe e denunciar a impiedade de Israel fez dele um profeta exemplar, e a pessoa mais qualificada para ser o protótipo do precursor do Senhor Jesus Cristo (cf. Ml 4.5,6; Lc 1.17).

(1) Era um verdadeiro ‘homem de Deus’ (17.24), que falava, não para agradar às multidões, mas como um servo fiel de Deus (cf. Gl 1.10; 1 Ts 2.4; ver Lc 1.17).

(2) Assim como Elias foi chamado para mostrar quem é o verdadeiro Deus de Israel, todos os ministros do novo concerto são chamados para defender o evangelho de Cristo contra distorções, transigência com o mal e desvio doutrinário (ver Fp 1.17 nota; Jd v.3 nota).

Elias desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou a Baal (cf. Ez 20.31,39). Os israelitas achavam que podiam adorar o Deus verdadeiro e também Baal. O pecado deles era o de terem o coração dividido (cf. Dt 6.4,5), querendo servir a dois senhores. O próprio Cristo advertiu contra essa atitude fatal (Mt 6.24; cf. Dt 30.19; Js 24.14,15).

Compartilhe com seus alunos o entendimento de que o profeta Elias não predisse ou realizou qualquer milagre por vontade própria. O quadro idólatra em que se encontravam os israelitas entristeceu o coração de Deus e, por conta disso, Deus levantou o profeta Elias para revelar que a mão do Senhor ainda era sobre o seu povo. Tudo o que Deus precisava era encontrar alguém disponível para realizar a sua vontade. Da mesma maneira o Senhor procura encontrar servos fiéis que estejam disponíveis para serem instrumentos que, assim como Elias, proclamem a verdade e não compactuem com o erro. 

Para reforçar o ensinamento da aula desta semana, sugerimos a seguinte atividade: Utilize uma folha de papel ofício e recorte várias tiras de papel. Escreva versículos que condenam a prática da idolatria ou revelam a indignação de Deus com o pecado e outras práticas condenadas pela Palavra de Deus. Coloque os papéis em uma sacola e peça para cada aluno, por vez, retirar um papel. O aluno deverá ir à frente da sala e ler o versículo para a turma. Caso ele se sinta à vontade, deixe que explique o que o versículo quer dizer, ou se for o caso, você mesmo pode explicar à turma. Esta será uma maneira oportuna de seus alunos aprenderem a expressar o que a Palavra de Deus afirma contra o pecado.

Tenha uma excelente aula! 

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