Lição 8 - O Deus Amigo – Gênesis 12.1; 18.17-33; 22

1° Trimestre de 2017

Caro(a) professor(a).

Na aula desta semana seus alunos aprenderão a respeito da amizade com Deus. Na Bíblia encontramos exemplos de grandes homens e mulheres que foram verdadeiros amigos de Deus, pois tinham uma profunda intimidade com o Criador. Alguns aspectos podem ser observados nestes personagens da Bíblia e, com eles, podemos aprender preciosas lições que nos mostram o que Deus espera encontrar no coração daqueles que desejam ter intimidade com Ele.

A vida de Abraão, assunto da lição de hoje, é um grande exemplo de amizade e intimidade com Deus. A maneira como ele correspondeu ao chamado do Senhor é fantástica. Vejamos alguns aspectos do chamado de Deus na vida de Abraão:

“1. A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (Gn 12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, Deus estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles.

2. Deus prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (12.2,3). O Novo Testamento ensina claramente que a última parte dessa promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de Cristo (At 3.25; Gl 3.8).

3. Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz (hb 11.9,10,14-16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13).

4. A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. Deus requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido. A obediência e a dedicação demandavam: (a) confiança na Palavra de Deus, mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível (15.1-6; 18); (b) obediência à ordem de Deus para deixar a sua terra (12.4; Hb 11.8); e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão (17.1,2).” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 50).

Além da obediência, Abraão teve que manter a sua fé inabalável para com o Criador. Todas as promessas de Deus na vida de Abraão haviam de se cumprir, mas para isso ele deveria esperar o tempo de Deus. Sua esperança enfrentou vários momentos difíceis que certamente o fizeram pensar em desistir, todavia, Abraão creu e isso foi a razão pela qual o Senhor o reconheceu como “justo” (Gn 15.6).

A experiência de Abraão com Deus foi tão profunda que não importava o tempo, a circunstância ou suas próprias limitações. Ele aprendeu a confiar no Senhor mediante as experiências que atravessou. O tempo foi a escola de Abraão, e nem mesmo as suas falhas e limitações foram forte o suficiente para distanciá-lo do Criador. Abraão não nasceu o “pai da fé”. Antes, ele se tornou o “pai da fé” no deserto das dificuldades para que recebesse da boca do próprio Deus o título de “Amigo de Deus” (cf. Is 41.8; Tg 2.23).

Para fixar o aprendizado da aula de hoje, sugerimos a seguinte atividade:

Tema: Jesus, nosso melhor e maior amigo!
Texto bíblico: Lucas 2.1-20
Versículo bíblico: “Já vos não chamarei servos [...], mas tenho vos chamado amigos” (Jo 15.15).
Hoje seus alunos aprenderão que Jesus deseja ser o nosso maior e melhor Amigo.
Hoje seus alunos decidirão se vão ter um relacionamento de amizade com Jesus.
Material necessário: cartões em E.V.A. com a seguinte frase: ‘O meu amigo Jesus é...’; canetinha hidrocor.

Aplicação: É bom ter amigos, mas Jesus será sempre o nosso melhor e maior Amigo. Ele nunca nos deixa ou nos decepciona como os outros amigos.
Atividade: Sente-se em circulo com as crianças no chão. Providencie os cartões em E.V.A. e a canetinha. Diga às crianças o quanto é bom ter amigos. Mas reforce a ideia de que existe alguém muito especial que deseja ser o nosso melhor Amigo. Em seguida, peça que os alunos completem a seguinte frase: ‘O meu amigo Jesus é...’. À medida que forem falando, anote nos cartões formando pares, como em um jogo da memória. Exemplo: ‘O meu amigo Jesus é amoroso’. Depois deixe que as crianças brinquem com o jogo da memória que foi formado por elas. Enquanto brincam, reforce o ensino explicando que Jesus é Amigo de verdade. Ele nunca nos deixa ou decepciona. Conclua orando com os alunos. Agradeça a Jesus por seu amor e sua amizade.
(Atividade extraída do livro de BUENO, Telma. Boas Ideias para Professores de Educação Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 37).

Thiago Santos
Educação Cristã - Publicações CPAD

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