Lição 8 - Adoração X Idolatria

1º Trimestre de 2019

“Não terás outros deuses diante de mim!” (Êx 20.3).

ESBOÇO DA LIÇÃO
1. OS ÍDOLOS DA MÚSICA
2. O PALCO É O NOVO ALTAR
3. O EXEMPLO DOS ÍDOLOS MODERNOS
4. E NA MÚSICA EVANGÉLICA?

OBJETIVOS
Explicar a amplitude da idolatria;
Demonstrar a idolatria que há na música moderna;
Conscientizar do perigo da idolatria na música.

Querido (a) professor (a), no próximo domingo teremos a oportunidade de levar à sala de aula um tema muito pertinente no cenário social como um todo: idolatria.

Brasileiro é mundialmente conhecido por ser um povo bastante caloroso, uns diriam até mesmo passional, isto é, marcado e movido a paixões. Observamos certos excessos seja no contexto religioso, no futebol, com novelas, ritmos, artistas e até mesmo na política.

Em nosso país, há um extremismo vigente muito fácil de perceber, até mesmo nas redes sociais. Pessoas “matando e morrendo” por político “X” ou “Y”, por time “A” ou “B”, por religião “C” ou “D” e assim por diante. Gostaríamos de poder dizer que essa característica não está presente na igreja evangélica. Porém, lamentavelmente está mais forte do que nunca também em nosso meio. Pode-se ter substituído as imagens de escultura por pregadores “pop stars”, pastores, cantores, cargos, “ministérios”, poder, status, dinheiro, denominação... A lista parece não ter fim.

Somado a todo este cenário cultural está o fato de que na faixa etária de seus juvenis, eles tendem a ser mais intensos, com todos os sentimentos demasiadamente aflorados. Por isso, veja quão importante é debater esta temática em sala. 

Além de todo o conteúdo programático da aula, já sugerido em sua revista, se houver tempo hábil, leve um ou mais dicionário bíblico para a classe e peça que eles consultem palavras como: devoção, adoração, idolatria, etc. E compartilhem com os demais, o que achou mais interessante nas explicações. Em seguida, peça também que com base em tudo o que foi aprendido nesta aula, eles mesmos mencionem alguns tipos de idolatria/adoração modernas: seja à própria imagem – com todos os inúmeros selfies diariamente tirados e/ou até postados nas redes sociais; quanto ao tempo excessivo dedicado à Internet ou ao videogame ou mesmo cuidando da aparência, etc.

Conduza essa reflexão, frisando também que as coisas que podem ser consideradas um “ídolo” varia muito de pessoa para pessoa, muitas vezes o problema não está nela em si, mas na forma como nós nos “devotamos” a elas. Veja abaixo um exemplo bíblico de algo que por si só, não tinha problema algum, mas a intenção com que foi realizada sim.

A torre de Babel foi uma grande conquista humana, uma maravilha do mundo. No entanto, era um monumento para engrandecer as pessoas, não a Deus.

Podemos construir monumentos para nós mesmos (roupas caras, grandes mansões, templos, carros luxuosos, empregos importantes) a fim de chamar atenção para as nossas realizações. Estas coisas podem não estar erradas em si mesmas, mas quando as utilizamos para promover nossa identidade e valor, elas tomam o lugar de Deus em nossa vida. Somos livres para prosperar em muitas áreas, mas não para pensar em tomar o lugar de Deus.

Quais torres (ídolos) você tem construído em sua vida? (Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 21).


Por fim, ao final deste bate-papo, peça que escrevam – para eles mesmos, ninguém mais vai ter acesso a tal papel – quais coisas em suas rotinas eles sinceramente acham que tem recebido mais devoção, tempo, atenção, dedicação, sentimentos, do que o que eles dispensam ao próprio Deus. E abaixo, que atitudes podem ter para corrigir isso, devolvendo ao Senhor o PRIMEIRO lugar em suas vidas, tempo e coração. Ore com a classe a favor deste propósito.

O Senhor te abençoe e capacite. Boa aula! 

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Juvenis da CPAD

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