Lição 9 - Habacuque – as Queixas de um Profeta

1º Trimestre de 2020

“[...] certamente, se compadecerá de ti, à voz do teu clamor, e ouvindo-a, te responderá” (Is 30.19).

OBJETIVOS
Conscientizar sobre a confiança no Deus que responde as orações;
Explicar que o tempo de Deus é diferente em relação ao do ser humano;
Mostrar que o justo é recompensado por sua fé.

ESBOÇO DA LIÇÃO
1. CONTEXTO HISTÓRICO
2. ESTRUTURA DO LIVRO
3. A MENSAGEM DE HABACUQUE 

Além de todo o conteúdo programático presente em sua revista, deixamos abaixo mais um auxílio acerca do tema, escrito pelo pastor Douglas Baptista, – que é doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e comentarista das Lições Bíblicas CPAD.

Injustiça Social e Corrupção: a indignação do profeta Habacuque

Habacuque foi um profeta, que em sua época, abriu o coração em meio ao caos da nação de Judá. Diante da condição de impiedade e desvirtuamento moral dos seus dias, o profeta clama a Deus que intervenha: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão?” (Hc 1.2,3a).  

Apesar do clamor ser interrogativo e inquiridor – que exalam a indignação do profeta – o questionamento implica em urgente súplica pela intervenção divina contra a injustiça social e a corrupção generalizada. O monarca – líder do governo, os sacerdotes e os profetas – líderes religiosos, pervertiam o juízo, aceitavam o suborno e praticavam a iniquidade. O clamor de Habacuque era um grito de socorro. 

No Brasil, vivemos a versão contemporânea da corrupção endêmica: conchavos políticos, desmandos judiciais, inércia e ineficiência dos poderes constituídos. Assistimos estarrecidos a hipocrisia de grande parte das autoridades políticas e religiosas. Os escândalos patrocinados por líderes dos poderes temporal e eclesiástico ocupam os noticiários e trazem vergonha e indignação ao povo brasileiro. 

Nesse contexto os cristãos são chamados a tomar posição assim como o fez Habacuque. Não existe maior incoerência do que observar, constatar, ficar indignado e nada fazer. É preciso transformar a indignação em clamor e ação. A igreja deve unir forças e fazer oposição a iniquidade. Seja na educação, na política ou na cultura.

Reconhecemos a mobilização como ferramenta poderosa, porém, a Igreja não pode depositar sua confiança e esperança unicamente em decisões políticas. As lideranças devem buscar e incentivar o avivamento espiritual. O avivamento liderado por John Wesley (1703-1791) trouxe mudanças sociais na Inglaterra. O mal a ser combatido é o pecado.

Quando a ortodoxia cristã for defendida e proclamada  será possível o avivamento espiritual. Nossa nação sofrerá transformações sociais e espirituais. Como foi nos dias de Habacuque, as advertências bíblicas sobre o papel do povo de Deus na restauração da nação incluem: clamor, consagração e ação! (2Cr 7.14).  

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Juvenis da CPAD

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