Lição 12 - Zacarias – o Reinado do Messias

1º Trimestre de 2020

“E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele [...]” (Mt 25.31, 32a).

OBJETIVOS
Explicar as profecias messiânicas e seu cumprimento;
Ensinar que os planos de Deus para o seu povo não mudam;
Apresentar as promessas futuras para o fortalecimento da fé.

ESBOÇO DA LIÇÃO
1. CONTEXTO HISTÓRICO
2. ESTRUTURA DO LIVRO
3. A MENSAGEM DE ZACARIAS 

Além de todo o conteúdo programático presente em sua revista, deixamos abaixo mais um auxílio, trecho de um artigo – acerca das profecias de Zacarias sobre o reinado milenar do nosso Messias –, escrito pelo pastor Ciro Sanches Zibordi, autor de diversos livros bestssellers publicados pela CPAD.

QUAIS SERÃO AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MILÊNIO?

1. Paz abundante (Is 54.13). Toda e qualquer oposição a Cristo será coibida. Não haverá a supremacia de uma nação, como vemos hoje. Embora a sede do governo seja Jerusalém, é Jesus quem reinará sobre a Terra, e não Israel: “naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome” (Zc 14.9). Não haverá nenhuma guerra (Ez 39.9,10; Is 2.4; Mq 4.3,4). O Egito e a Assíria — que hoje compreendem parte dos territórios da Síria e do Iraque — temerão ao Senhor, ao lado de Israel (Is 19.21-25). O que hoje é inconcebível, haja vista essas nações, em suas atuais configurações, representarem uma ameaça constante ao povo israelita, se tornará realidade.

2. Justiça para todos. Segundo a Palavra de Deus, o Rei dos reis “julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Is 11.2).

3. Grande fertilidade no gênero humano e moradia para todos. “E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão” (Zc 8.5; cf. Jr 30.19; 33.22; Os 1.10; Is 60.22; 65.22). Todos terão um lugar para morar: “E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” (Is 65.21,22).

4. Longevidade e saúde (Zc 8.4,5; Is 65.19,20,22). Hoje há muitas enfermidades, todas decorrentes dos efeitos deletérios do pecado. O germe deste ainda estará no coração dos povos naturais; contudo, ele não mais terá poder sobre o corpo das pessoas: “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade” (Is 33.24). A morte, pois, será uma exceção, e não uma regra (Is 65.20).

5. Ausência do instinto de ferocidade dos animais (Is 11.6-9; 35.9; 65.25; Ez 35.25). Eles não mais se atacarão nem serão agressivos quando os seres humanos deles se aproximarem; voltarão a comer ervas (Gn 1.30).

6. Prevalência do pecado entre os povos naturais. Satanás, o Tentador, estará preso, mas a natureza caída continuará a mesma nos povos naturais. Em razão das bênçãos do reinado e da presença pessoal de Cristo, a atividade pecaminosa será bem pequena: uns casos aqui e ali. Além disso, haverá grande temor, pois o Senhor agirá com rigor em relação àqueles que pecarem (Ap 19.15). 

Em Isaías 65.20 está escrito: “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado”. Esta profecia enfatiza que haverá morte no Milênio, não obstante a implícita menção do prolongamento da duração da vida humana (uma pessoa de cem anos será considerada jovem). Além disso, ela revela que existirão pecadores no mesmo período.

De acordo com Zacarias 14.17, o pecado não será removido da Terra no Reino Milenar. Nesta profecia vemos que haverá total ausência de chuva para as nações que não subirem a Jerusalém para adorar o Senhor. E isso é uma prova de que existirão desobedientes no Milênio. E eles serão punidos. O Senhor não obrigará ninguém a adorá-lo; Ele continuará respeitando o livre-arbítrio (Zc 14.16-18; cf. Dt 30.19; 2 Cr 7.14,15). No entanto, como Ele é o único Rei e Senhor — e essa verdade será ainda mais patente no Milênio —, quem não quiser adorá-lo sofrerá as consequências de sua má escolha (Zc 14.19; cf. Is 1.19,20).

Maranata!

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.                               

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Juvenis da CPAD

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