Lição 6 - Lidando com as Emoções

 2º Trimestre de 2019

A lição de hoje encontra-se em: Salmos 42.

Prezado(a) professor(a),

Na aula desta semana seus alunos aprenderão a respeito de como lidar com as emoções. Eles estão num período de amadurecimento das emoções e muitas situações surgirão como desafios que eles terão de superar. Neste caso, é seu papel, professor, apresentar o conselho da Palavra de Deus aos seus alunos para que eles aprendam a lidar com esses momentos de adversidade.

Adolescentes são bem propensos a entrarem em depressão tendo em vista que ainda não possuem a maturidade de lidar com tantas situações. Ainda mais se considerarmos que estamos vivendo dias difíceis e trabalhosos como afirmou o apóstolo Paulo (cf. 2 Tm 3.1).

“Na adolescência há o desejo de ser diferente, pois adolescentes precisam ser assim para que possam formar a própria identidade. O que acontece é que eles ainda não têm material psicológico para isso, portanto o resultado é um troca-troca de opinião, que reflete insegurança e leva os familiares e líderes a imaginar que eles não têm personalidade.

Quando está sozinho, ele expõe abertamente o desejo de ser bastante diferente dos adultos; a contestação é a sua maior arma de defesa, principalmente quando começa a se desviar das regras e orientações, que antes eram seguidas sem muita discussão. Essa tentativa de romper com os modelos dos pais e da igreja não significa, porém, que o adolescente esteja em busca de novas referências, ele está apenas tentando se conhecer melhor e se localizar dentro do mundo adulto. De qualquer forma, isso abala o ambiente familiar; os atritos são diários, às vezes sem motivo. O comportamento do adolescente pode-se tornar até mesmo agressivo, quando as reações são explosivas.

É fundamental que os líderes entendam que o adolescente está diante de uma crise, e que os conflitos são inevitáveis, embora contornáveis. Amenizar as tensões é tudo o que os líderes podem fazer, oferecendo tempo e espaço para que eles desabafem quando quiserem e sentirem necessidade. Nem sempre os adolescentes querem ouvir o que os adultos pensam, mas mesmo assim precisam ser contestados. É uma forma também de eles sentirem que os vínculos com os pais e líderes são sólidos e verem neles um porto seguro ao qual podem voltar, em caso de necessidade.

Os momentos de crise vêm acompanhados de algumas variações aqui, outras ali, além daquele emaranhado de estados de humor. É uma fase dura que, às vezes, leva os orientadores a tentar imaginar onde foi que erraram. Mas, nessas horas, carinho e paciência são fundamentais.

Nunca se deve abandonar os adolescentes quando estão aflitos; é bom estar sempre por perto e disponível para ouvir desabafos e opiniões (sem necessariamente ter de concordar ou discordar).

Estabelecer limites continua sendo fundamental. A vida em sociedade, em maior ou menor grau, exige muito dos adolescentes; principalmente a submissão aos seus valores. O líder deve estar atento como estes serão impostos e com quais regras.” (Texto extraído do livro de COSTA, Débora F. Os Maravilhosos Anos da Adolescência. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 69,70).  

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