Lição 4 - Recebendo a Salvação

1º Trimestre de 2020

A lição de hoje encontra-se em: Efésios 2.8; Romanos 6.23.

Caro(a) professor(a),

Na lição desta semana seus alunos aprenderão que a Salvação é um presente que precisa ser recebido. Isso significa que a pessoa deve manifestar fé e interesse por ser salvo. Tratar deste assunto é de extrema importância, pois refere-se ao destino da pessoa por toda a eternidade. Por isso, todo aquele que ensina a respeito da Salvação precisa compreender como ela ocorre para que não sejam cometidos alguns equívocos.

Primeiramente é importante salientar que a Salvação não vem das obras (cf. Ef 2.8,9). Isso significa que não há nada que o ser humano possa fazer para recebê-la. Como já vimos em outras ocasiões, a Salvação é um presente de Deus, Ele mesmo decidiu conceder-nos a Salvação unicamente pelo fato de nos amar. Em consequência disso, Deus enviou o seu Filho Amado para cumprir a pena de morte em nosso lugar e assim renovar a nossa comunhão com Ele. As obras não são a causa da Salvação, e sim a consequência de sermos salvos em Cristo, isto é, somos salvos não pelas obras, mas para a prática de boas obras (cf. 2.10).

Em segundo lugar é preciso enfatizar que a Salvação é pela graça. Significa dizer que não merecíamos a Salvação, visto que a constante inclinação do ser humano pelo pecado o levou à morte e separação de Deus. Estávamos mortos em nossos pecados, mas Deus, por sua maravilhosa graça, mediante a fé, nos ressuscitou em Cristo Jesus (cf. Ef 2.5,6). Dizemos “mediante a fé”, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e recompensa aos que o buscam (cf. Hb 11.6). Esse é o segredo de agradarmos a Deus.

E, por último, é necessário que aquele que crê no filho de Deus o confesse perante os homens. “Com o coração se crê para justiça, e com a boca se faz confissão para a Salvação” (Rm 10.10). Confessar a Cristo como Salvador e Senhor é a mais sincera demonstração de um coração que verdadeiramente teve um encontro com Cristo. Essa declaração não parte apenas dos lábios de quem apenas diz, mas do estilo de vida de quem vive e pratica os ensinamentos daquEle que transformou sua vida. A Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, pp. 1718-19) complementa esta verdade:

Quando os crentes no Novo Testamento chamavam Jesus de ‘Senhor’, não se tratava de mera profissão de fé, ou uma simples repetição, mas de uma atitude sincera e interna do coração (cf. 1 Pe 3.15), pela qual colocavam Cristo como único e supremo Senhor sobre a totalidade das suas vidas (Lc 6.46-49; Jo 15.14). Jesus precisa ser aceito como Senhor dos assuntos espirituais, no lar e na igreja, bem como em todas as áreas da vida, inclusive a intelectual, a financeira, a educacional, a recreativa, vocacional, etc. (12.1,2; 1 Co 10.31).

Sujeitar nossas vidas ao senhorio de Cristo é viver de modo que tudo quanto fizermos tenha o propósito de agradar-lhe. Não são poucas as vezes que chamamos a Cristo de Senhor, quando na verdade não estamos expressando a mesma confiança com o nosso estilo de vida. Isso nos lembra as palavras pronunciadas pelo profeta Isaías quando disse: “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A religião que eles praticam não passa de doutrinas e ensinamentos humanos que eles só sabem repetir de cor” (Is 29.13). Deus fala expressamente por intermédio do profeta que o coração do povo estava distante do Senhor. Do mesmo modo, quando acostumamos conhecer a Deus apenas de forma literária, torna-se muito difícil conhecê-lo realmente. O Senhor se revela para aqueles que o temem e obedecem à sua Palavra. Quem assim o busca, desfrutará da Salvação eterna que somente Ele pode conceder.

Aproveite a ocasião e converse com seus alunos a respeito do que significa receber a Salvação. Ensine que receber a Salvação é declarar a fé em Jesus Cristo, o único meio pelo qual podemos ser salvos. Mostre que estar salvo é viver um estilo de vida resultado da comunhão com Deus. Quem, de fato, está próximo de Deus se relaciona bem com Ele e com o próximo. Quem tem um relacionamento verdadeiro com Deus não se contenta somente em conhecer os ensinamentos de Cristo, mas sente a alegria em colocá-los em prática, mesmo que isso signifique abrir mão dos próprios anseios e vontades.

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