Lição 3 - Jesus Vai ao Templo

4º Trimestre de 2020

A lição de hoje encontra-se em: João 2.13-22.

Olá prezado(a) professor(a),

Na lição desta semana seus alunos aprenderão um pouco mais sobre o templo como um local de comunhão, ensino e adoração. Nos tempos de Jesus os líderes religiosos não tinham esse temor e não respeitavam o espaço que Deus havia reservado para adoração. Muitos tratavam as coisas de Deus de qualquer maneira. Jesus, sendo o Filho de Deus enviado a este mundo, não poderia aceitar que a Casa de seu Pai se tornasse um covil de ladrões. Isso explica a sua indignação e protesto contra as práticas cambiais e comerciais que aconteciam no templo.

Antes de tratarmos sobre o comércio no templo é imprescindível compreender o propósito de Deus para este espaço que Ele reservou. O templo era o local mais importante do território de Israel. Ali o Senhor havia se comunicado com os reis e sacerdotes em momentos importantes da história do povo hebreu. Como os líderes religiosos dos dias de Jesus poderiam tratar aquele espaço com total desrespeito? Isso era inaceitável.

Além de ser um lugar de relacionamento com Deus, o templo era também um espaço de aprendizado e crescimento espiritual. Era no templo que os meninos da idade de doze anos, aproximadamente, tornavam-se “filhos do mandamento”. O próprio Jesus foi encontrado no templo, conversando com os doutores da lei, ouvindo e interrogando sobre grandes verdades a respeito do Reino de Deus (cf. Lc 2.46,47).

Mas o que chama atenção neste episódio é o fato de que havia um comércio na Casa de Deus. Em nenhum ponto das Escrituras é possível encontrar alguma recomendação no tocante a permitir-se ou orientar o comércio no templo. Esse tipo de prática é fruto do afastamento dos lideres religiosos da presença de Deus. Homens que carregavam o nome da religião judaica e conheciam bem a lei e os costumes, porém seus corações estavam afastados de Deus.

Note que apesar de desejar a salvação daqueles homens, Jesus não deixou de manifestar a sua indignação com a atitude deles e foi bem claro com relação ao que mais estava provocando tristeza no coração de Deus: “— Tirem tudo isto daqui! Parem de fazer da casa do meu Pai um mercado!” Transformar a Casa de Deus em comércio significava trocar a adoração a Deus, que deveria ser a prioridade de quem o serve, para ganhar alguma vantagem ou privilégio por meios indevidos. Deus nunca deve ser deixado em segundo plano por motivo algum.

A purificação do templo ensina lições relevantes no que diz respeito à qualidade da nossa adoração. Na Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, p. 1550) encontramos alguns detalhes:

A purificação do templo foi o primeiro grande ato público do ministério de Jesus (Jo 2.13-22) e também o último (cf. Mt 12.12-17; Mc 11.15-17). Com grande indignação, Ele expulsou da casa de Deus os ímpios, os avarentos e os que invalidaram o verdadeiro propósito espiritual dela. A dupla purificação do templo, efetuada por Jesus durante o seu ministério de três anos, indica quão importante são suas lições espirituais, que se seguem:

(1) O maior cuidado de Jesus é com a santificação e com a devoção sincera dentro da sua igreja (cf. Jo 17.17,19). Ele morreu para santificá-la, purificando-a, para ser santa e irrepreensível (Ef 5.25-27).

(2) A adoração na igreja deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.24). A igreja deve ser um lugar de oração e de comunhão com Deus (cf. Mt 21.13).

(3) Cristo condenará todos aqueles que usam a igreja, o evangelho, ou seu reino, visando ganhos ou glórias pessoais, ou autopromoção.

(4) Nosso amor sincero a Deus e ao seu propósito redentor resultará num ‘zelo’ consumidor pela justiça da sua casa e do seu reino (Jo 2.17). Isto quer dizer que ser semelhante a Cristo inclui a intolerância com a iniquidade dentro da igreja (cf. Ap 2.3).

(5) É essencial que todo autêntico ministro cristão proteste contra aqueles que profanam e degradam o reino de Deus (cf. Rm 14.17; 1 Co 6.9-11; Gl 1.6-10; Ap 2.3).

(6) Se não deixarmos Cristo entrar em nossas congregações para expurgar o engano, a imoralidade, a secularização e a profanação, (veja Ap 2,3) mais tarde, na sua segunda vinda, Ele executará juízo divino, purificando suas igrejas de modo definitivo (ver Ml 3.2).

É indispensável que os seus alunos saibam que a Casa de Deus é um lugar especial e deve ser respeitado como tal. Ensinar as verdades bíblicas e os valores do Reino inclui medir que comportamentos são esperados daqueles que servem a Deus. Mostre aos seus alunos que o temor do Senhor é algo que não pode ser imposto, mas deve emanar de um coração que deseja servir a Deus com sinceridade. Pergunte como tem sido o comportamento deles dentro e fora da igreja. Mostre que além de respeitarmos a Casa de Deus, vale lembrar que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo (cf. 1 Co 6.19). Deus também espera que cuidemos dele com temor e reverência, tendo como motivação o desejo sincero de adorar e servir exclusivamente a Deus.

Boa aula!

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