Lição 4 - Um Dia Triste

2º Trimestre de 2019

Objetivo: Que o aluno saiba que precisamos confiar em Deus, pois Ele está sempre perto para nos ajudar em todas as circunstâncias, favoráveis ou difíceis.

Ponto central: Deus está conosco nos momentos de alegria e tristeza.

Memória em ação: “Eu sou o Senhor, o Deus de vocês, eu os seguro pela mão e lhes digo: ‘Não fiquem com medo, pois eu os ajudo’” (Is 41.13).

Querido (a) professor (a), por meio da história de José, nesta próxima aula nós vamos ter a oportunidade de conversar com as crianças sobre emoções e sentimentos muito difíceis e mal vistos socialmente: ciúme, inveja, medo, mágoa...  Se até a maioria dos adultos ainda não aprendeu a lidar com maturidade em face de tais emoções, mesmo sendo elas inerentes a todo ser humano, imagina quão complexo – e até traumático –, não pode ser para as crianças, constantemente censuradas por tais adultos. 

Sentimentos como ira, ciúme, inveja, soberba, rancor e tantos outros foram tão censurados, estigmatizados, punidos com rigor e crueldade pelos mais velhos que logo na infância tratamos de aprender a reprimi-los, negá-los, até para nós mesmos. Esconder invés de resolver crescendo em aprendizado com eles. Evidentemente que aqueles que assim agem o fazem com a melhor das intenções, a de educar para o bem. Porém, há uma maneira mais eficaz de fazer isto. Você já notou que às vezes nós só reproduzimos, repassamos algo como nos foi ensinado, (ainda que tenha sido de uma maneira traumática ou que não nos agrada) pelo simples fato de ter sido esta a única forma que conhecemos. Não sabemos como ensinar de outra maneira. E assim traumas podem atravessar gerações. Por exemplo, o meu pai me ensinou a nadar ainda bem pequena me atirando na piscina, porque o pai dele o ensinou assim. Por isso, antes de reproduzir ou repassar um conhecimento precisamos sempre repensá-lo, refletir se ele se aplica a realidade de hoje, ao contexto individual, se a maneira como nos foi passada é a mais adequada, etc.

Graças a Deus, hoje o conhecimento se difundiu; através da internet, temos fácil acesso a diversos saberes, assuntos, avanços em estudos na educação, descobertas, especialistas e conteúdos que antes para os nossos pais eram impensáveis. Hoje, você está aqui lendo essas linhas e sendo convidado a repensar a maneira de lidar com “lixos” emocionais, que costumamos enterrar – mas eles continuam lá, às vezes até crescem, apodrecem, se agravam. E como educador também está tendo a oportunidade de ensinar uma nova geração de uma maneira diferente, mais sábia e saudável, tanto no âmbito emocional, quanto relacional e espiritual.

O suíço Carl Jung, fundador da psicologia analítica, tem uma frase que ilustra bem o assunto: “O que negas te domina. O que aceitas te transforma”. Esta aceitação é no sentido de autoconhecimento, humildade e maturidade para RECONHECER as próprias falhas e se responsabilizar por elas. Contudo, sem se autoflagelar por saber que é algo da natureza humana. O Mestre dos mestres ilustra muito bem tudo isso na parábola do Fariseu e do Publicano, em Lucas 18.9-14. Vamos relê-la e refletir sobre ela, sob essa perspectiva?!

E (Jesus) disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira:

— Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo:

— Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!  

Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Até mesmo os maiores e mais admiráveis servos de Deus tiveram sentimentos e emoções consideradas mesquinhas: vaidade, inveja, ressentimento... Como disse o apóstolo Tiago quando mencionou o grande profeta Elias, todos nós seres humanos somos frágeis, isto é, sujeitos as mesmas fraquezas (cf. Tg 5.17). A diferença está em como lidamos com elas. As confessamos diante de Deus com humildade? Ou as escondemos (até de nós mesmos), enquanto elas fazem mal a nós e a outros? 

Transmita às crianças que desde o Pecado Original, sentimentos como os que os irmãos de José tiveram, também surgirão em nossos corações. Por isso precisamos sempre ser sinceros para Deus confessando-os, pedindo a Ele que nos perdoe e nos livre deles para que não façamos mal a nós e a outras pessoas. Mas se fizermos, também precisamos aprender a assumir e pedir perdão com humildade. Um coração sincero e arrependido Deus nunca rejeita.

O Senhor te abençoe e capacite. Boa aula! 

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD 

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