Lição 5 - A Prisão

2º Trimestre de 2019

Objetivo: Conscientizar o aluno de que devemos ser fiéis a Deus, pois Ele sempre nos abençoa e é poderoso para mudar a situação mais difícil.

Ponto central: Deus sempre nos abençoa e é poderoso para mudar a situação mais difícil.

Memória em ação:[...] O Senhor estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia” (Gn 39.23b).

Querido (a) professor (a), a lição desta semana toca em algumas questões cruciais da vida cristã: a capacidade de permanecer fiel a Deus, embora as circunstâncias sejam contrárias; a importância e a necessidade de se oferecer o perdão ao outro e permanecer com o coração limpo. 

Certamente, até mesmo nós que já ouvimos a história de José dezenas de vezes, ainda temos muito que aprender com este jovem hebreu, que de traído, escravo e prisioneiro foi posto por Deus como governador da nação mais poderosa de sua era, o Egito, a fim de preservar a linhagem que séculos depois nos daria Jesus Cristo. 

Para auxiliar a preparação de sua aula lhe disponibilizamos o trecho abaixo com um panorama da vida de José para seu estudo e edificação.

JOSÉ

1. Décimo primeiro filho de Jacó, e primeiro filho com sua esposa favorita, Raquel, depois que sua irmã Leia já lhe havia dado seis filhos e uma filha. Estéril há muito tempo, e desejosa de ter filhos, Raquel chamou seu primeiro filho de José, em hebraico, yosep ou yehosep, que significa ‘Que Ele acrescente’; e como ela explica, ‘O Senhor me acrescente outro filho’ (Gn 30.24).

José era o único filho de Raquel na época do retorno da região de Harã à Palestina, e tornou-se o filho favorito de Jacó. Quando Jacó foi ao encontro de Esaú, colocou Raquel e José no lugar mais seguro da caravana. Esse favoritismo é comentado em Gênesis 37.3, como consequência da idade avançada de seu pai. José era um pastor, assim como seus irmãos, e provocou sua hostilidade ao relatar ao pai informações sobre a má conduta destes. Jacó demonstrou sua parcialidade dando ao filho um longo manto ornado com mangas (literalmente, um manto especial). É possível que aquele manto tivesse sido confeccionado sob encomenda, com um tecido colorido (cf. vestimenta dos asiáticos, mostrada no túmulo de Khumhotep II do Reino do Meio, em Beni Hasan). Esse presente indicava que Jacó pretendia fazer de José o seu principal herdeiro e, com isso, acirrou a ira de seus irmãos contra ele (37.4).

Após ser vendido como escravo pelos seus irmãos, sofrido todas as sortes de injustiças, Deus se lembrou de José e o elevou a governador do Egito. Anos depois, ele reencontra seus irmãos e se depara diante de tudo o que aconteceu com ele em anos anteriores. O resultado desse encontro é uma das narrativas mais belas da Bíblia.[...]

Por fim, José revelou sua identidade, e isso foi feito com uma considerável emoção de sua parte; ele chorou tão alto que todos os egípcios o ouviram (45.2; cf. 42.24; 43.30,31). Podemos observar claramente o sensível e compreensivo caráter de José pela segurança que deu aos irmãos, mostrando que os havia perdoado e estava preocupado com seu bem estar. Além disso, José viu a mão de Deus em sua carreira, pois Senhor o havia escolhido com a finalidade de preservar Israel através de sua pessoa (45.7,8). (PFEIFFER, Charles F. VOS, Howard F. REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.1091).

O Senhor te abençoe e capacite. Boa aula! 

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD

Cadastre-se e receba ofertas e novidades por e-mail.