Lição 8 - A Tentação de Jesus

1º Trimestre de 2020

Objetivo: Que o aluno compreenda que Jesus venceu o Diabo e toda tentação.

Ponto central: Jesus venceu o Diabo e toda tentação usando a Palavra de Deus. 

Memória em ação:Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti” (Sl 119.11).

Querido (a) professor (a), devido a condição da humanidade, desde o nascimento sob a herança do pecado original, somos constantemente tentados, inclinados para o erro. Portanto, falar sobre vencer as tentações com os primários é muito importante. A moralidade, ética e o caráter deles estão em formação, por isso é crucial esta lição, cujo ponto central é “Jesus venceu o Diabo e toda tentação usando a Palavra de Deus”. 

Na oração modelo, ensinada pelo próprio Rabi, somos orientados a clamar para que o Senhor não nos deixe cair em tentação, mas que Ele nos livre do mal (Mt 5.13). No livro “O Sermão do Monte”, o autor explica: 

O que se quer ensinar com a sexta petição é que o discípulo, humildemente, peça a Deus que não o introduza na tentação e o livre do mal, ou seja, havendo o temor a respeito de uma tentação específica (cada um sabe de sua inclinação ou fraqueza), o Mestre instrui que “temos o direito de orar para que nossa união com Deus, a qual buscamos em cada oração, seja tão estreita que esta precisa [específica] tentação permaneça longe de nós, mesmo se o fato de que sejamos tentados faça parte do plano de Deus”. Essa confiança filial, que Jesus possuía e ao ensinar aos discípulos devem “orar por livramento ou salvamento oportuno da possibilidade da tentação pelo ‘mal’ ou ‘o Diabo’, pois tal “atitude humilde foi apresentada anteriormente em duas das bem-aventuranças” (as de número um e cinco) e, por isso mesmo, continua o mesmo autor, “os discípulos percebem que a vontade de Deus e a perseverança são pequenas e que estão desesperadamente carentes da fortificação de Deus”. Só esse reconhecimento já leva o discípulo a uma atitude diferente diante de Deus, pois sua alegria e o ser abençoado não dependem das circunstâncias. É lícito pedir ao Pai que o livre da tentação, no entanto, de esta for inevitável, é orando que se obterá forças para vencê-la”. (CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 118) 

Na faixa etária de seus alunos, as crianças já têm noções de certo e errado, de direitos e obrigações, de causa e consequência. Elas já têm capacidade de compreender que às vezes é difícil escolher o correto ao invés daquilo que desejamos fazer no momento, mesmo sabendo que é proibido e terá consequências ruins. Por isso, converse com sua classe e peça que eles deem alguns exemplos de tentações presentes em suas rotinas: Colar na prova, desobedecer uma ordem dos pais, fazer algo escondido, etc. 

Explique que as regras, tanto do Pai do Céu, como dos nossos responsáveis, visam nos proteger, nos manter livres do mal. Por exemplo: Quando a nossa mãe diz para não conversarmos com estranhos é porque alguns são perigosos e fingem serem boas pessoas para sequestrar e fazer maldades com crianças. Quando fala para não tomarmos sorvete quando estamos doentes, é porque quer que fiquemos curados logo, e para não piorarmos.

A obediência ao fugir das tentações nos livra de grandes problemas e nos mantém protegidos. Assim como Jesus, contamos com a Palavra de Deus e a oração para vencermos a tentação e todo mal. Ao final desse momento de bate-papo, ore com eles inspirado nesse trecho do “Pai Nosso”.

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula! 

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD

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