Lição 13 - A História de uma Porta

Objetivo: Que o aluno compreenda que para agradarmos a Deus precisamos abrir mão de muitas coisas.

Ponto central: Não entraremos no céu se estivermos de qualquer maneira.

Memória em ação:Mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira” (Mt 16.25b)     

Querido (a) professor (a), o texto para embasamento de aula do próximo domingo está em Lucas 13.22-30. Esta é uma mensagem muito séria de Jesus, especialmente para a igreja e todos nós que congregamos nela. Quanto à entrada no Reino dos Céus, o Mestre diz claramente que muitos serão os religiosos, pessoas que dizem ter comunhão com Ele, terem “comido e bebido na sua presença”, conhecedores de seus ensinamentos, praticantes das “regras” eclesiásticas... Entretanto, Ele vê além de todas essas coisas, por isso, naquele Dia dirá a muitos: “apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade” (v.27).     

Iniquidade, algo tão comum em nossos dias, palavra sinônima de impiedade, isto é, falta de piedade, falta de compaixão, ausência de caridade, de amor. Tal quais os fariseus legalistas e zelosos protetores do moralismo da Lei, muitos são os crentes fazendo o mesmo hoje, mas deixando de lado o que o próprio Deus encarnado disse ser o mais importante: o AMOR AO PRÓXIMO (Mt 22.39,40).     

Queridos, se você puder a cada aula frisar apenas uma coisa aos seus alunos, foque nesta! “Toda a Lei se resume num só mandamento, a saber: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’” (Gl 5.14).     

Especialmente em nossa nação, vivemos dias extremamente conturbados, onde discursos de ódio e violência são aceitos e aclamados até mesmo nos púlpitos das igrejas, sob suposta “defesa” da família, da moral e dos bons costumes. Não se deixe enganar. A Palavra nos foi dada, estão aí os Evangelhos nos mostrando que os “crentes” da época do ministério terreno do Messias faziam o mesmo. Mas também nos mostrando a diferença na prática e caráter amoroso de Jesus Cristo –  severo com os religiosos (Mt 12.34; 23.14-33), mas mui misericordioso para com os excluídos, marginalizados, tidos por “escória” de sua sociedade (Lc 5.27-32; 7.37-50).   

Em seu devocional em preparo para esta aula, tente ler essas passagens aqui mencionadas e reflita sobre tudo isso. Guardemo-nos de precisar ouvir do Senhor: “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.28). Pois, como o nosso Mestre nos predisse, próximo a sua vinda, “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). Observe que “quase todos” naturalmente inclui até mesmo pessoas que dizem segui-lO.   

Guarde seu coração de ser uma delas. Guarde seu coração da impiedade, enchendo-o a cada dia da graça redentora que Deus despejou sobre sua vida, mesmo conhecendo seus pecados mais sujos, falhas mais graves, pensamentos mais detestáveis, o seu pior lado. Ainda assim Jesus foi à cruz por você! Lembrar-se de tamanho favor imerecido, diariamente, nos faz repassá-lo adiante com a mesma graça e piedade que nos alcançou. E esse é o maior mandamento de todos, o que em palavra e ação em todo o tempo Jesus ensinou: Ame a Deus no teu próximo! Fora disso, nada que você faça terá qualquer valor para o Senhor (Cf Mt 25.35-45; 1 Co 13).     

Que o Deus lhe abençoe e capacite! Boa aula.

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD 

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