Lição 2 – Errando o alvo
LEITURA BÍBLICA: Gênesis 3.1-6, 22-24; Romanos 6.23.
A MENSAGEM: “A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter entendimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido, e ele também comeu” (Gênesis 3.6).
OBJETIVOS:
EXPLICAR a plenitude de vida que Adão e Eva desfrutavam no jardim;
ENSINAR sobre o processo de tentação que antecede o pecado;
ENTENDER o preço que a humanidade pagou pela desobediência no Éden.
Prezado(a) professor(a), a paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo.
A lição desta semana tem como proposta central explicar como a vida do primeiro casal no jardim do Éden foi tragicamente afetada pela desobediência à ordem divina. A partir da Queda de Adão e Eva o pecado entrou no mundo e toda a humanidade foi contaminada pelo erro do primeiro casal. É possível perceber que o evento do pecado no Éden trata-se de uma circunstância legal. Nesse sentido, o erro de Adão, isto é, a desobediência à ordem expressa de Deus para não comer do fruto do conhecimento do bem e do mal concedeu a legalidade para que Satanás assumisse o domínio sobre este mundo e disseminasse a maldade a partir do pecado (Gn 2.16-17). Desde então, toda a humanidade foi arrastada para o pecado e, por conseguinte, o resultado foi a morte (Rm 3.23).
As Escrituras Sagradas apontam a morte como resultado da Queda do homem. Morte, não se resume necessariamente ao falecimento do corpo físico, mas, também, à condição espiritual do homem totalmente separado de Deus (Rm 5.12). Por essa razão, o apóstolo Paulo discorre que estávamos mortos em nossos pecados, mas, uma vez que aceitamos a fé em Jesus Cristo como nosso único Salvador, Ele nos vivificou para que tivéssemos novamente a comunhão com Deus (Ef 2.1-5). E não apenas isso, mas nos concedeu também o direito de nos tornarmos filhos de Deus por adoção (Rm 8.14-16; Jo 1.12). Conforme discorre a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, editada pela CPAD, “A iniquidade de Adão, que é a primeira transgressão do ser humano contra Deus, nós a chamamos de pecado original. A expressão, no entanto, é usada geralmente para designar a pecaminosidade universal e hereditária do gênero humano desde a Queda. Adão não foi criado impecável, nem pecaminoso, mas, sim, perfeito: ‘Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções’ (Ec 7.29). Deus dotou o ser humano do livre-arbítrio, com o qual ele era capaz tanto de obedecer quanto de desobedecer ao Criador. Ele escolheu desobedecer a Deus, e a sua queda arruinou toda a humanidade, distanciando-a de Deus: ‘Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus’ (Rm 3.23). Deus, entretanto, prometeu o Redentor ainda no jardim do Éden, quando anunciou a vinda da ‘semente da mulher’ para esmagar a cabeça da serpente” (2025, pp. 95-96).
Professor(a), pergunte aos seus alunos sobre o que eles entendem quando escutam a expressão “pecado original”. Em seguida, peça que opinem a respeito. Se preferir, você pode solicitar aos alunos que expliquem por escrito num papel à parte o que entendem sobre o tema. Ao final, esclareça que o “pecado original” é uma expressão usada para identificar o pecado cometido pelo primeiro casal de humanos sobre a Terra. Mostre que este pecado originou a Queda, isto é, a perda da comunhão plena com o Criador, bem como de todos os benefícios disponíveis no paraíso do Éden. Desde então, o ser humano tem feito esforço para prover a sua subsistência e bem-estar familiar. Ressalte que a graça de Cristo nos conduz de volta à presença de Deus e, por intermédio dela, podemos desfrutar das bênçãos da comunhão e a vida eterna quando Jesus voltar para buscar os seus santos.
Tenha uma excelente aula!
