Lição 4 – Uma história sobre graça e responsabilidade
LEITURA BÍBLICA: Mateus 18.23-35.
A MENSAGEM: “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros” (Colossenses 3.13).
OBJETIVOS:
REFLETIR com os adolescentes sobre o valor da graça perdoadora de Deus;
ENSINAR sobre a responsabilidade que nós, que recebemos a graça de Deus, temos diante do próximo;
ALERTAR sobre o perigo de se negar o perdão a alguém.
Prezado(a) professor(a), a Paz do Senhor Jesus!
Nesta lição, veremos que o seu amor se revela pela graça e misericórdia que nos ofereceu por meio do perdão de nossos pecados. Éramos nós que merecíamos receber a punição da separação eterna de Deus (Rm 3.23). No entanto, por meio do sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz do Calvário, recebemos uma segunda chance (Ef 1.7). A história contada nesta lição destaca o grande ensinamento do perdão. Assim como o servo foi perdoado da dívida impagável e deveria agir da mesma maneira em relação ao seu conservo, também somos advertidos a perdoar qualquer pessoa que tenha nos causado algum mal (Mt 6.14, 15). Não éramos dignos de receber o perdão de nossos pecados, assim como as pessoas que, ocasionalmente, nos ofendem de alguma maneira. Mas nisso se manifesta o amor de Deus, que nos capacita a vencer os limites da natureza humana e agir conforme a natureza espiritual. Quem, de fato, experimentou do novo nascimento (Jo 3.5-7) perdoa, porque entendeu a dimensão do perdão que recebeu ao aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador e Senhor.
O primeiro tópico destaca que o perdão oferecido pelo rei ao seu servo era um ato da sua graça e vontade. Ele não tinha a obrigação, porém, essa decisão revela que é da natureza do rei ser bondoso e misericordioso (Lc 18.19). A quantia milionária citada na história ressalta a dimensão do perdão, visto que se tratava de uma dívida impagável. Era uma forma de ilustrar como Deus trata os nossos pecados, isto é, como uma dívida que nós humanos e pecadores não temos condições de pagar. Nesse sentido, a punição com a morte é certa tendo em vista que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).
No segundo tópico a lição se concentra no comportamento do servo perdoado. Diferente do seu senhor, que lhe concedeu o perdão, considerando que a dívida era impagável, ele não oferece a mesma misericórdia ao seu conservo (Mt 18.28-30). Essa atitude comprova que este servo, mesmo tendo sofrido o risco de perder sua família, não aprendeu a lição com o seu senhor, porque a sua natureza era má. Semelhantemente, somos advertidos pelo nosso Senhor Jesus a usar de misericórdia para com os nossos ofensores, uma vez que já experimentamos da natureza bondosa e misericordiosa do nosso Deus. Como filhos de Deus, que já provaram do novo nascimento e tiveram a natureza espiritual regenerada, perdoar deve ser uma atitude esperada, embora seja uma tarefa difícil, pois somos seres humanos. Dessa forma, o perdão confirma que a nossa natureza não é má, e sim que entendemos a dimensão do amor e perdão que recebemos do nosso Deus (Ef 4.32).
No terceiro tópico, seus alunos aprenderão sobre as consequências de sonegar o perdão a quem quer que seja. A atitude do servo ao negar perdão ao seu conservo não ficou impune. Talvez, o servo imaginasse que o rei não ficaria sabendo da sua atitude indesculpável. Entretanto, ao saber da injustiça, o rei ficou indignado e voltou atrás na decisão misericordiosa. O comportamento do servo mal foi punido com o rigor da lei e ele foi para a prisão até que pagasse toda a dívida (v. 34). Essa história ensina a lição de que nenhuma atitude humana passa despercebida diante de Deus. Ele é onisciente e onipresente, conhece todas as coisas; é misericordioso, porém, sabe fazer justiça aos injustiçados (Sl 94.20-23; Tg 2.13). Como servos de Deus, é nosso dever perdoar a fim de que o amor de Deus alcance e constranja os pecadores a receberem esse mesmo amor e perdão. A maior finalidade desse perdão é alcançar as pessoas para a vida eterna.
Professor(a), para fixar os ensinamentos elencados nesta lição, você pode realizar a seguinte atividade: leve para a sala de aula várias folhas de papel ofício ou A4 e peça para os alunos escreverem uma carta direcionada a Deus, descrevendo um pedido de perdão por alguma atitude indevida, seja para com o próprio Deus ou em relação ao próximo. Em seguida, na mesma carta, eles deverão descrever alguma ofensa que receberam e dizer que, da mesma maneira, estão dispostos a perdoar o ofensor. A princípio, pode até parecer difícil, mas trata-se de um exercício para ajudar seus alunos a praticarem o perdão. Ao final, você pode permitir que eles expressem como se sentiram ao escrever a carta e reforçar que o Espírito Santo trata das nossas emoções quando a apresentamos a Ele em oração.
Tenha uma excelente aula!
