Lição 2 – Os Nomes do Espírito Santo
“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” (1 Coríntios 2.12)
OBJETIVOS
Explicar a importância dos nomes para a cultura bíblica;
Apresentar os nomes bíblicos do Espírito Santo;
Destacar que a diversidade dos nomes revela a diversidade de obras do Espírito Santo.
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. O NOME NA CULTURA BÍBLICA
2. OS NOMES BÍBLICOS DO ESPÍRITO SANTO
3. A DIVERSIDADE DE NOMES E UM SÓ ESPÍRITO
A Paz do Senhor, querido(a) professor(a)! Esperamos que esteja bem, com seu ânimo e forças renovadas para um trimestre enriquecedor, repleto da ação do Espírito Santo. Amém? Falando nesse Fiel Paracleto, o qual estudaremos pelos próximos domingos, como você recebeu esse tema? E seus alunos? Proponha à sua classe a firme decisão de buscá-lo, experimentá-lo, mais do que apenas se limitarem a ler a respeito dEle. Mais do que em todas as eras, a Igreja – coletiva e individual – urge ardentemente do revestimento do Espírito Santo. Por isso, faça desse estudo uma oportunidade, uma busca sincera e intensa de um avivamento espiritual em sua vida, classe e igreja.
A fim de inspirá-los para além da sala de aula, que tal propor um “Clube do Livro”? Indico o best-seller mundial e atemporal, cujos exemplos já foram instrumento de avivamento do Senhor para milhares de vidas em diferentes gerações e que, aos meus 16 anos de idade, também incendiou meu coração e o grupo da mocidade onde eu congregava. É uma leitura fácil, inspiradora e impossível de passar indiferente, muito marcante e edificante. Refiro-me ao clássico: “Heróis da Fé – Vinte Homens Extraordinários que incendiaram o Mundo”.
Dentre esses heróis destaco aqui um trecho do relato de Charles Finney (1792-1875), conhecido como “Pai do Reavivalismo Moderno”. Embora vivesse num cenário histórico marcado por apostasia, racionalismo e liberalismo, até mesmo teológico, Finney se levantou como uma potente voz do Deus Altíssimo – buscando, revestindo-se e inflamando todos ao seu redor a também receberem o ardente batismo no Espírito Santo. Quem sabe através dessa leitura, o Senhor não levantará jovens em sua classe com esse mesmo propósito?
Finney pregava com fervor ser tal batismo indispensável à capacitação do crente para a santidade, legítima piedade e poder necessário para o cumprimento da Grande Comissão, ganhando os perdidos para Cristo. Portanto, além de todo o conteúdo didático-teológico em sua revista, deixamos aqui para sua edificação um breve relato de Finney acerca de sua experiência com o Espírito do Senhor.
“Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus (…) mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Deus. Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando. Por fim, achei-me quase em desespero. O coração estava morto para com Deus e não queria orar. Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado.
Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joelhos (…) logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os homens da terra e todos os demônios do Inferno me cercassem.
Gritei: ‘Ora, um vil pecador como eu, de joelhos perante o grande e santo Deus, e confessando-lhes os pecados, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!’ O pecado parecia-me horrendo, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: ‘Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração…’
‘Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batismo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus’.
[…] Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: ‘Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim. Senhor, não suporto mais!’ Contudo, não receava a morte. Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser” (BOYER, Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 30ª Ed. 2005. pp.114-115).
O Senhor Jesus abençoe você e a sua classe. Ótima aula!
