Lição 4 – O Espírito Santo no Antigo Testamento
“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” (Gênesis 1.2)
OBJETIVOS
DEMONSTRAR a atuação do Espírito Santo na Criação;
DIALOGAR sobre a atuação do Espírito Santo na formação de Israel;
EXPLICAR a atuação do Espírito Santo em vários aspectos e diversas ocasiões no Antigo Testamento.
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. O ESPÍRITO SANTO NA OBRA DA CRIAÇÃO
2. A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA FORMAÇÃO DO POVO DE ISRAEL
3. O ESPÍRITO SANTO CAPACITANDO PARA O SERVIÇO
A Paz do Senhor, querido(a) professor(a)! Como têm sido as suas aulas até aqui? Como os seus alunos têm recebido o estudo desse trimestre? E a proposta de irmos além do conhecimento técnico acerca do Espírito Santo, mas também o experimentarmos, buscando ser revestidos por Ele? Em todas as aulas, renove-se e motive sua classe nesse propósito!
Prosseguindo na Pneumatologia, na próxima aula vamos explorar mais a fundo um conceito teológico que explica a unidade entre a sua atuação tanto no Antigo como em o Novo Testamentos, chama-se “Revelação Progressiva”. Você já ouviu falar? Ela é um pilar da Teologia Bíblica ortodoxa, pois mostra que a Bíblia não se contradiz, mas se completa e complementa.
O Senhor não mudou entre o Antigo e o Novo Testamentos, mas por sua sabedoria e soberania escolheu revelar a Si mesmo – assim como a atuação do Espírito Santo e seu plano messiânico de forma gradual ao longo da história.
No Antigo Testamento, essa revelação estava em forma de sementes, sombras e tipos, enquanto no Novo Testamento ela atinge a sua plenitude em Cristo. Portanto, o Deus que age na criação e inspira os profetas é o mesmo que se manifesta plenamente na Nova Aliança.
Glória a Deus por essa oportunidade de explicar tamanha beleza e completude nas Escrituras Sagradas aos nossos Juvenis! Não podemos realizar tão grande obra sem estarmos devidamente preparados. Por isso, dedique-se a absorver e estudar bem o conteúdo teológico proposto em sua revista. Há subsídios ricos e dicas de leitura para se aprofundar no assunto. Além disso, clame ao próprio Espírito para que capacite sua vida e atue poderosamente na aula.
Se desejar, pesquise mais acerca da “Revelação Progressiva”, focada no tema pneumatológico para essa aula específica. Para explicá-la de maneira simples aos seus alunos, use a analogia da semente e da árvore:
“Se você olhar para uma semente de maçã, você ainda não consegue ver as folhas, galhos ou seus frutos, certo? No entanto, tudo isso já está contido dentro dela. Conforme o tempo passa e a árvore cresce, o que estava escondido começa a aparecer.
A origem da revelação progressiva funciona assim: Deus plantou a ‘semente’ do seu plano no Antigo Testamento (com Abraão, Moisés e os profetas). No Novo Testamento, com a chegada de Jesus, essa semente virou uma árvore frutífera cheia de detalhes e frutos. A verdade sempre foi a mesma, só levou tempo para ser totalmente exibida.”
O texto de Hebreus 1.1,2 resume perfeitamente o fundamento desse conceito: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho…” Isto é, no passado (Antigo Testamento), Deus falou “em parte”, por meio de sombras, sacrifícios de animais, e visões dos profetas, dando pistas/apontamentos do que viria. Contudo, no Novo Testamento, o Todo-Poderoso nos envia Jesus Cristo, que é a revelação completa, a imagem exata do próprio Deus.
Em suma, no Antigo Testamento, nós tínhamos o “trailer” do filme; já no Novo Testamento, nós assistimos ao “longa-metragem” completo. O diretor e a história são exatamente os mesmos. E a parte mais gloriosa disso é que nós também somos convidados como “atores”, ao receber e usufruir do derramamento do Espírito prometido. Portanto, ressalte à classe a importância de não nos contentarmos apenas como leitores ou estudiosos dessa promessa, quando o sacrifício do nosso Senhor nos fez PARTICIPANTES dela.
Jesus abençoe você e a sua classe. Ótima aula!
