Lição 8 – O novo nascimento e a justificação
LEITURA BÍBLICA: João 3.3-8; Romanos 5.9, 10.
A MENSAGEM: “Ele nos salvou porque teve compaixão de nós, e não porque nós tivéssemos feito alguma coisa boa. Ele nos salvou por meio do Espírito Santo, que nos lavou, fazendo com que nascêssemos de novo e dando-nos uma nova vida.” (Tito 3.5)
OBJETIVOS:
APRESENTAR o conceito do novo nascimento;
EXPLICAR o significado da justificação como um ato judicial de Deus;
DIFERENCIAR regeneração e justificação.
Querido(a) professor(a), a copiosa paz do Senhor.
A aula desta semana tem como proposta explicar como ocorre o novo nascimento e a justificação mediante a fé em Jesus Cristo. Ao final deste estudo é importante que seus alunos saibam explicar estes dois conceitos com fundamentação bíblica. Quando se trata de “novo nascimento” é muito comum lembrar-se do episódio em que Nicodemos foi encontrar-se com Jesus na calada da noite (Jo 3.1, 2). As respostas do sábio líder religioso de Israel às palavras do Senhor Jesus revelam que a compreensão sobre a nova natureza espiritual do crente requer o discernimento promovido pelo Espírito Santo. De nada adianta o conhecimento profundo das letras sem a ação regeneradora do Espírito Santo no interior humano. Nesse sentido, o nascer do Espírito trata-se de uma transformação profunda, operada pela ação do Espírito Santo, que resulta em mudança de pensamento, sentimento e vontade humanas. Em outras palavras, aquele que desejava pecar já não deseja mais, pois experimentou da graça e da bondade de Deus.
Sobre a regeneração, Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, explica que “a regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. […] O Novo Testamento apresenta a figura do ser criado de novo (2 Co 5.17) e a da renovação (Tt 3.5), porém a mais comum é a de ‘nascer’ (gr. genaõ, ‘gerar’ ou ‘dar à luz’). Jesus disse: ‘Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’ (Jo 3.3). Pedro declara que Deus, em sua grande misericórdia, ‘nos gerou de novo para uma viva esperança’ (1 Pe 1.3). É uma obra que somente Deus realiza. Nascer de novo diz respeito a uma transformação radical. Mas ainda se faz mister um processo de amadurecimento. A regeneração é o início do nosso crescimento no conhecimento de Deus, na nossa experiência de Cristo e do Espírito e no nosso caráter moral” (CPAD, pp. 371-372).
De outro modo, a justificação diz respeito à posição espiritual e legal do ser humano perante Deus. A Bíblia ressalta que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Isso significa que, desde o pecado original, aquele cometido por Adão e Eva, toda a humanidade herdou a natureza pecaminosa e a separação de Deus (Gn 3; Rm 5.12-14). Esse fato posiciona a humanidade toda como pecadora diante do Criador e, por consequência, digna de morte, isto é, de receber como condenação a separação total de Deus. Desse modo, todos são indesculpáveis e injustificáveis diante de Deus. Qual seria a solução? Para isso, Cristo se manifestou e, mediante o seu sacrifício “vicário”, isto é, substitutivo na cruz, Ele pagou o preço em nosso lugar, levando sobre si a culpa dos nossos pecados (Is 53.4, 5). Desde então, somos agraciados com uma nova oportunidade de reconciliação com o Criador (2 Co 5.18, 19).
Ainda sobre a justificação, Stanley M. Horton explica que “assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de Deus. O termo ‘justificação’ refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo na cruz, Deus declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas consequências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O Deus que detesta ‘o que justifica o ímpio’ (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque Cristo já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21-26). Constamos, portanto, diante de Deus como plenamente absolvidos” (HORTON, 1996, p. 372 / 2. Ibid).
Professor(a), para fixar os ensinamentos desta lição, desenhe no quadro 2 colunas com os respectivos conceitos: regeneração / justificação. Em seguida, pergunte aos alunos quais são as características de cada um desses conceitos e vá escrevendo nas linhas abaixo, conforme a direção da respectiva coluna a que se refere. Ao final, revise as informações e explique aos alunos que esses dois conceitos estão presentes no processo do plano de salvação instaurado por Jesus Cristo.
Tenha uma excelente aula!
