Lição 11 – Entre tempestades e promessas
13 de Setembro de 2026
Dia Nacional de Missões
Objetivos da Lição:
I) Explicar como decisões humanas precipitam crises espirituais;
II) Demonstrar que a promessa divina sustenta o crente na crise;
III) Conduzir o aluno a confiar na providência de Deus nas perdas.
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM
II – A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO
III – A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)
A narrativa de Atos 27 é tomada pelo relato da viagem de Paulo a Roma, quando ele foi enviado para lá como prisioneiro pelo governador Festo por ter apelado a César. Esse foi um dos relatos mais detalhados da viagem marítima de toda a Bíblia. Lucas, médico e historiador, descreve com precisão técnica os ventos, portos, embarcações e decisões humanas. Contudo, por trás dos acontecimentos naturais, revela-se a mão invisível da providência divina, conduzindo Paulo até Roma, conforme a promessa do Senhor (At 23.11). Esse texto ensina que a vontade de Deus não exclui tempestades, mas garante a chegada ao destino.
Não se sabe quanto tempo depois da conferência com Agripa Paulo foi enviado a Roma, mas é provável que o enviaram na primeira oportunidade que tiveram. Nesse meio-tempo, Paulo está entre os amigos em Cesareia, que o confortaram, sendo o apóstolo uma bênção para eles.
Paulo é entregue ao centurião Júlio, da coorte Augusta, chamada Italiana (At 10.1). Ele tinha soldados ao seu comando que fariam a guarda de Paulo para que este não pudesse fugir e também para protegê-lo para que não causassem nenhum dano ao apóstolo.
Coorte era uma das divisões do exército romano. As coortes eram compostas de dez centúrias (de cem soldados cada), e cada centúria contava com o seu centurião ou capitão. Cláudio Lísias (At 21.31; 23.26) era comandante de uma dessas coortes de mil homens. A maior divisão que havia no Exército romano era a “legião”, que às vezes consistia em nada menos de dez coortes, embora ordinariamente contasse apenas com 6 mil homens. Além das coortes, uma legião também contava usualmente com a “ala”, composta de 120 cavaleiros.
Eles embarcaram num navio de Adramítio (At 27.2), um porto da África, de onde esse navio trazia mercadorias africanas, e, como parece, fazia uma viagem costeira para Síria, onde aquelas embarcações chegavam a um bom mercado.
Havia alguns prisioneiros confiados à custódia do mesmo Centurião, que provavelmente também tinham apelado a César, ou estavam sendo, por algum outro motivo, levados a Roma para serem ali julgados, ou então para serem interrogados como testemunhas contra alguns prisioneiros que lá estivessem. Alguns transgressores conhecidos, como foi Barrabás, foram, portanto, ordenados a serem levados diante do imperador.
O apóstolo Paulo, entretanto, também tinha alguns dos seus amigos consigo, em particular Lucas, o autor de Atos. Percebe-se isso pela autoinclusão do médico e historiador na narrativa (v. 2). Aristarco, macedônico de Tessalônica, parece ter sido um dos amigos particularmente fiéis que Paulo teve (At 20.4), e estava com o apóstolo durante a sua primeira prisão em Roma (Cl 4.10; Fm 24).
Texto extraído da obra “A Igreja dos Gentios”, editada pela CPAD.
