Lição 10 – Uma Esperança Inabalável perante os Poderosos
O apóstolo Paulo foi um homem que buscou ser fiel à causa do Evangelho a ponto de não ter a sua própria vida como preciosa, contanto que estivesse cumprindo integralmente a vontade de Deus (At 20.24). Para ele, o viver era Cristo e o morrer era ganho (Fp 1.21). As acusações injustas e opressões dos judeus contra Paulo o levaram a ter de comparecer diante dos tribunais para responder a respeito da doutrina que divulgava em todos os lugares por onde passava. De maneira respeitosa e coerente, Paulo responde ao governador Félix acerca da sua fé na ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos (At 24.15). O grande cerne da sua defesa é o fato de que Paulo tinha uma consciência sem ofensa, isto é, sem culpa perante Deus e os homens. Isso significa que Paulo tinha convicção do que estava pregando e porque insistia em pregar. A Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD) explica que “A consciência é a percepção interior que testifica junto à nossa personalidade no tocante ao certo ou ao errado das nossas ações. Uma boa consciência diante de Deus dá o veredito de que não temos ofendido nem a Ele, nem à sua vontade. A declaração de Paulo (provavelmente com referência à sua vida pública diante dos homens) é sincera; note Fp 3.6, onde ele declara: ‘segundo a justiça que há na lei, irrepreensível’. Antes da sua conversão, ele chegou a crer que praticava a vontade de Deus ao perseguir os crentes (At 26.9). A dedicação de Paulo a Deus, sua total resolução em agradá-lo e sua vida ‘irrepreensível’ até mesmo antes da sua conversão a Cristo, deixam envergonhados e julgados os crentes professos que se desculpam de sua infidelidade a Cristo, alegando que todos pecam e que é impossível viver diante de Deus com uma boa consciência” (1995, p. 1682). Nesse sentido, a perseverança de Paulo era resultado do nível de convicção e solidez da sua fé. Seu exemplo leva os crentes atuais a refletir até que ponto estão convictos da fé que uma vez receberam (Jd 3). Essa convicção encoraja e impulsiona o nível de compromisso do crente para com o Evangelho e o distancia da hipocrisia, mascarada nos movimentos falsamente espirituais. Tais movimentos, que se dizem cristãos, canalizam sua atenção apenas nas manifestações espirituais e se esquecem da formação do caráter cristão, fundamentado na sã doutrina e na prática de boas obras consequentes de uma fé genuína (Ef 2.10). Para o bom pentecostal, cheio do Espírito Santo, e comprometidos com o ensino das Escrituras Sagra das, há uma consciência limpa de uma fé não fingida, baseada na verdade da Palavra de Deus (2 Tm 1.5).
