Lição 10 – A certeza da salvação
LEITURA BÍBLICA: Romanos 8.31-39.
A MENSAGEM: “O Espírito de Deus se une com o nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16).
OBJETIVOS:
MOSTRAR a perfeição do plano da salvação realizado por Deus;
APONTAR os inimigos dos filhos de Deus;
REFLETIR sobre a certeza da salvação.
Caríssimo(a) professor(a), a copiosa paz do Senhor.
Na aula desta semana, seus alunos aprenderão sobre a certeza da salvação. Esta é uma pergunta que muitos adolescentes fazem a si mesmo e, por falta de conhecimento bíblico, não demonstram a segurança da salvação. De fato, os desafios enfrentados pelo adolescente cristão são muitos, inclusive, quando se trata de vencer os anseios da carne numa fase em que os hormônios estão alterados e o corpo em constante mudança. Apesar disso, a Bíblia instrui como lidar com as tentações, bem como se manter puro no meio de uma geração que a cada dia mais se distancia de Deus (Sl 119.9). Nesta aula, reforce aos seus alunos que é possível vencer estes desafios, pois o maior preço pela nossa salvação o Senhor Jesus Cristo já pagou na cruz do Calvário.
No primeiro tópico da lição, o autor ressalta que “tudo está completado”. O plano que Deus traçou para trazer a humanidade de volta à sua presença já foi concretizado. Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, cumpriu a vontade do Pai e sacrificou a própria vida em favor dos pecadores. Por causa do sacrifício de Jesus, nós podemos receber o perdão dos pecados e experimentar a salvação (Ef 1.7; Cl 1.14). Mas o plano de Deus estabelece não apenas a salvação, no que diz respeito ao nosso destino na eternidade. Ela também nos oportuniza a criar um vínculo maior com Deus. O seu amor por nós fez com que deixássemos a condição de
inimigos para amigos de Deus (Rm 5.10, 11). O pecado é o que provoca a inimizade com o Criador, mas, uma vez que o pecado já não faz mais parte da conduta de uma pessoa e o perdão divino já foi alcançado, a amizade e comunhão com Deus agora é possível.
No segundo tópico, a atenção se volta para “os inimigos dos filhos de Deus”. Há alguns adversários que tentam impedir o avanço dos filhos de Deus rumo à vida eterna. Vale destacar que nós, pentecostais, não compartilhamos da ideia reformada de que uma vez salvos, incondicionalmente, já estamos salvos. Este é um ponto importante a ser esclarecido. O fato de Cristo ter nos concedido a salvação mediante a fé não significa quem não tenhamos que trabalhar pela preservação dela (Fp 2.12, 13). Muitos adolescentes não compreendem este aspecto e sua relação com a caminhada cristã. É preciso ter em mente que a santificação é progressiva, como tratamos na lição anterior e, portanto, nossa salvação está condicionada ao fato de não abandonarmos a fé, mas perseverarmos até o fim (Mt 24.13).
No terceiro tópico, a lição aponta que estamos “seguros no amor de Deus”. A Bíblia nos garante a certeza da salvação, porém, não nos garante que não sofreremos as consequências de uma vida de pecados (Gl 6.7). O apóstolo Paulo enfatiza aos romanos que “o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo, o nosso Senhor” (Rm 6.23). Outrossim, o Espírito Santo garante a certeza da salvação em nosso coração à medida que nos testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16-18). Conforme discorre Lawrence O. Richards, na obra Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, editada pela CPAD: “Paulo não nos adverte que se escolhermos o pecado Deus nos condenará. Em Romanos 8.1, ele rapidamente corrige qualquer impressão sobre isso, afirmando que agora não existe condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Aqui Paulo nos lembra da natureza dos territórios aos quais nos levam os dois caminhos que devemos escolher. O pecado é uma trilha que leva à morte. Aqui, precisamos entender a morte em seu sentido mais amplo e exclusivo. […] Assim como o pecador condenado, o crente pecador vagará pela vida vazio, frustrado, e não realizado. Pois a trilha do pecado leva, cada vez mais profundamente, à região da morte. Como seria mais profícua a vida, se escolhêssemos ser servos da justiça, e buscássemos, a cada passo, conduzir-nos a uma experiência mais rica, plena, mais abençoada e satisfatória – benefícios da existência de Deus em nós hoje!” (2007, p. 298). Nesse sentido, a escolha por uma vida debaixo da graça nos conduzirá ao resultado de uma vida eterna ao lado de Deus.
Professor(a), para consolidar a lição de hoje, faça uma roda de conversa com seus alunos e peça que expressem com sinceridade se eles têm alguma dúvida com relação à salvação. Explique que é natural ter essa dúvida nesta fase da vida, pois trata-se de um tempo de aprendizado em relação a lidar com o pecado. Explique também que as dúvidas ou fatores que comprometem essa certeza precisam ser resolvidos prontamente para que eles desfrutem da paz de Deus que nos garante a certeza da vida eterna com Ele. Reforce que Cristo nos garante essa segurança, uma vez que temos uma aliança com Ele e não vivemos no pecado.
Tenha uma ótima aula!
