Lição 3 – Jesus Venceu a Morte
OBJETIVOS:
MOSTRAR a ressurreição no Antigo e Novo Testamento;
COMPREENDER a natureza da ressurreição de Jesus;
EXPLICAR a respeito das evidências da ressurreição de Jesus.
ESBOÇO DA LIÇÃO:
1. A RESSURREIÇÃO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
2. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
3. EVIDÊNCIAS DA RESSURRIÇÃO DE JESUS
A Paz do Senhor, querido(a) professor(a)! Como tem passado? Empenhado(a) no preparo para mais uma aula? Esperamos que sim. Sua vida e serviço ao Senhor são muito importantes e mais marcantes do que pode imaginar na trajetória de seus Juvenis. Oramos para que o Espírito Santo renove suas forças e use sua vida poderosamente.
Aproveitando o recente calendário cristão, no qual celebramos a Páscoa do Senhor, na próxima aula você pode rememorar apresentações teatrais ou musicais sobre o tema, envolvendo seus alunos.
Além de todo conteúdo didático-teológico em sua revista, também sugerimos aqui para fixar ainda mais a mensagem desta aula, uma atividade extraclasse: assistir ao episódio da popular série cristã “The Chosen” sobre a ressurreição de Jesus.
Elabore perguntas ou mesmo proponha uma redação para que expressem o que mais os marcaram no episódio e por quê; o que difere da narrativa dos Evangelhos; com a reação de qual discípulo mais se identificaram etc. Além de fortalecer o aprendizado bíblico, espiritualidade e a comunhão, este tipo de atividade os desenvolve também na habilidade reflexiva e narrativa, as quais lhes serão úteis por toda sua vida, especialmente neste momento de sua fase acadêmica.
Para sua edificação e aprofundamento no tema, destacamos abaixo um trecho da obra “Jesus, o Filho de Deus: Os Sinais e Ensinos de Jesus Cristo no Evangelho de João”.
“Ressuscitado pelo Pai
A morte e ressurreição de Jesus nos faz aludir às duas naturezas de Cristo, a divina e a humana, que na teologia é denominado de união hipostática. No Concílio de Calcedônia (451 d.C.), esse aspecto da Cristologia ficou bem definido, ‘Sendo o ponto culminante da luta contra uma longa fileira de heresias cristológicas, declarou que a fé ortodoxa no Senhor Jesus Cristo se focaliza nas suas duas naturezas, a divina e a humana, unidas na sua Pessoa única’. Sendo Deus assim como o Pai e o Espírito Santo, quando o Filho se fez carne era Deus vindo habitar entre os homens (Jo 1.14). Portanto, aquele Homem, Jesus de Nazaré, filho de Maria, era o próprio Deus, sendo uma Pessoa com duas naturezas (Cl 2.9).
O Filho não deixou de ser plenamente Deus por ter se encarnado, como também não deixou de ser plenamente homem por ser Deus ao mesmo tempo. É um grande mistério não atingível por nossa limitada mente. O que queremos dizer, então, é que quando acontece a morte há a falência do corpo, mas, naturalmente, isso em nada comprometeu a essência divina. Como o sacrifício foi perfeito, a morte não poderia deter o corpo de Jesus. Por esse motivo, quando as mulheres chegam ao sepulcro, no primeiro dia da semana, já encontram o sepulcro vazio (20.1,2). Jesus não estava mais ali; e, agora, todas as vezes que aparece está em corpo glorificado, sem qualquer limitação física (Lc 24.29-31,36; Jo 20.19,26).
Há inúmeras referências ao ato de ressurreição de Jesus praticado pelo Pai. Pedro assim pregou no dia de Pentecostes: ‘Varões israelitas […]: A Jesus Nazareno [que vós] crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela’ (At 2.22-24). Outras passagens são: (At 3.15,26; 4.10; 5.30; 10.40; 13.30; 17.31; 1 Co 6.14, 15.15; 2 Co 4.14; Gl 1.1; Ef 1.20; Cl 2.12). Mas para que reafirmemos que a morte foi a sujeição do Jesus-homem, encarnação do Filho, sem reduzir em nada sua divindade e poder, existem, também, diversos textos que apresentam o próprio Filho operando a ressurreição.
Quando analisamos a declaração de Jesus: ‘[…] dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai’ (Jo 10.17,18). A retomada da vida decorreu, portanto, de uma autoridade que o Pai conferiu ao Filho, por sua completa entrega sacrificial. Ou seja, Ele conquistou esse direito. O fato de existirem passagens bíblicas que fazem referência ao Pai ressuscitando o Filho e outras ao próprio Filho devolvendo a vida ao corpo no qual havia encarnado são verdades equivalentes, pois, conforme diz Warren W. Wiersbe, ‘o Pai e o Filho operam juntos em perfeita harmonia (Jo 5.17,19)’. Foi pela autoridade do Pai que o Filho assim agiu, como já ocorrera em todas as demais fases do processo redentivo.
CONCLUSÃO:
Com sua ressurreição, Cristo nos assegura plena vitória sobre a culpa do pecado, pelo perdão e pela purificação que recebemos por seu sangue derramado na cruz (1 Jo 1.7). Mais do que isso, Ele nos dá poder para viver livres do poder do pecado (Rm 6.8-15). Por sua ressurreição fomos vivificados e temos vida espiritual, pois Ele nos gerou de novo para uma viva esperança (Ef 2.1; 1 Pe 1.3). No presente, podemos desfrutar diariamente dessa nova vida, mantendo comunhão com Ele. E não precisamos temer o amanhã. Em Cristo temos vida eterna, pois Ele venceu a morte (Ef 1.14; 1 Jo 3.24; 4.13; 5.11-13)”. (QUEIROZ, Silas. Jesus, o Filho de Deus: Os Sinais e Ensinos de Jesus Cristo no Evangelho de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2021).
O Senhor Jesus abençoe você e a sua classe. Ótima aula!
