Lição 3 – Pecado: A maior pandemia da história
LEITURA BÍBLICA: Gênesis 4.3-8; 6.5-7.
A MENSAGEM: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Romanos 3.23).
OBJETIVOS:
EXPLICAR o que é pecado;
APONTAR os danos que o pecado promoveu na família e na sociedade;
COMPREENDER que o pecado afastou o homem da comunhão com Deus.
Caríssimo(a) professor(a), a gloriosa paz do Senhor esteja com você e seus alunos.
Nesta nova e rica oportunidade, veremos maiores detalhes a respeito das consequências do pecado para toda a humanidade. A desobediência de Adão e Eva acarretou muitos males para este mundo, que não se limitaram àqueles dias. Além da morte, doenças, guerras, fomes e desastres em razão do desequilíbrio da natureza, o principal mal que o pecado trouxe para a humanidade foi o afastamento de Deus (Rm 3.23). A quebra da comunhão plena experimentada no jardim do Éden deu lugar à morte, não apenas a física, como também à espiritual (Rm 6.23). O homem separado de Deus não tem vida e isso lhe tira a paz e a alegria do coração (Tg 1.15).
No primeiro tópico desta lição, temos a definição de pecado como a quebra do relacionamento com Deus, a transgressão do mandamento que Ele ordenou para que o seu povo se mantivesse santo e justo. Vale ressaltar que a desobediência fere os princípios divinos e desorganiza o comportamento humano. O pecado distorce o caráter do homem que foi criado para louvor e glória de Deus. Depois que o pecado contaminou Adão e Eva, isso mudou a natureza humana e fez com que ela se tornasse caída e inclinada a errar (Rm 5.19). Desde então, toda a humanidade lida diariamente com o pecado, semelhante a um vírus que se propaga e alcança todas as pessoas.
O segundo tópico da lição destaca as consequências do pecado. Dentre os danos causados pelo pecado estão a quebra da confiança entre os entes familiares. A primeira família, por exemplo, teve de enfrentar o ciúme entre irmãos que resultou no primeiro homicídio. Por conta disso, Caim, o irmão mais velho fugiu da presença do Senhor e viveu distante da família. Ali, na terra de Node, ele deu início a uma sociedade que mais tarde tornou-se ímpia e pecadora diante de Deus (Gn 4.8-16). Observe que, uma vez que o pecado é alimentado, pode provocar a multiplicação da maldade e da perversidade nas relações não apenas entre os membros da família, como também contaminar toda a sociedade. Foi exatamente isso que aconteceu e não restou alternativa à humanidade pecadora a não ser experimentar o juízo de Deus, a saber, o Dilúvio nos dias de Noé (Gn 6.11-18).
Conforme discorre Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, editada pela CPAD, “Por estar a natureza humana tão deteriorada pela Queda, pessoa alguma tem a capacidade de fazer o que é espiritualmente bom sem a ajuda graciosa de Deus. A esta condição chamamos corrupção total — ou depravação — da natureza. Não significa que as pessoas não possam fazer algum bem aparente, apenas que nada do que elas façam será suficiente para torná-las merecedoras da salvação. […] Assim a corrupção é reconhecida na Bíblia. Salmos 51.5 menciona Davi sendo concebido em pecado, ou seja: seu pecado remontava à concepção. Romanos 7.7-24 sugere que o pecado, embora morto, estava em Paulo desde o princípio. Mais categoricamente, Efésios 2.3 declara que todos somos ‘por natureza filhos da ira’. ‘Natureza’ (phusis) fala da realidade fundamental ou origem de uma coisa. Daí ser corrupto o ‘conteúdo’ de todas as pessoas. Posto que a Bíblia ensina estarem corrompidos os adultos e que cada um produz o seu igual (Jó 14.4; Mt 7.17, 18; Lc 6.43), os seres humanos forçosamente produzem filhos corruptos. A natureza corrupta produzindo filhos corruptos é a melhor explicação da universalidade do pecado” (1996, pp. 269-70).
Professor(a), considere a temática da aula e realize uma roda de conversa com seus alunos sobre exemplos do nosso cotidiano que revelam os efeitos do pecado presente na humanidade. Estes exemplos podem ser situações, comportamentos ou relações afetadas pelo pecado presente na vida das pessoas. Ao final, ressalte que o antídoto para lidar com o pecado continua sendo a fé no sacrifício de Jesus na cruz do Calvário. Ele pagou o preço em nosso lugar, levando a nossa culpa e, por sua maravilhosa graça, somos resgatados para viver novamente em comunhão plena com o nosso Criador.
Que Deus abençoe a sua aula!
