Lição 2 – CRISTO ENTENDE VOCÊ
OBJETIVOS
ENSINAR o que significa ter Cristo como grande Sumo Sacerdote;
DEMONSTRAR como a humanidade de Cristo nos beneficiou;
MOSTRAR que Cristo foi uma pessoa perfeita e nEle devemos buscar ser perfeitos aos olhos de Deus;
ESBOÇO DA LIÇÃO
- O GRANDE SUMO SACERDOTE
- ELE FOI HUMANO COMO NÓS
- UMA HUMANIDADE PERFEITA
A Paz do Senhor, querido(a) professor(a)! Como você está? Muitas vezes, somos pressionados pelas demandas da vida, positividade tóxica que permeia a sociedade e Redes Sociais ou até mesmo pela religiosidade performática, comum a nossas igrejas – a não admitirmos fraquezas, vulnerabilidades, falhas e tristezas. Entretanto, essa cobrança não é nem de longe bíblica, muito pelo contrário.
As Escrituras Sagradas estão repletas de registros dessas emoções e situações intrínsecas à vida humana. Ficar abatido não significa estar destruído (cf. 2 Co 4.8,9). Não por acaso, lemos na Palavra que Jesus, o Deus encarnado e sem pecado, chorou (Jo 11.35), se irou, se entristeceu (Mc 3.5) – porque essas coisas não são pecaminosas, são humanas.
Ao longo da caminhada cristã, especialmente quanto assumimos alguns ministérios, precisamos ter redobrado cuidado para que a intenção de dar “bom testemunho” não acabe em “performance religiosa”, em uma preocupação demasiada com a “aparência” de ser superespiritual em detrimento da essência, de um coração honestamente quebrantado – o qual o Todo-Poderoso não rejeita (Sl 51.17). Essa é uma tentação com a qual todos convivemos e para os seus alunos não é diferente. Por isso, o próprio Jesus nos instruiu a tomarmos “cuidado com o fermento dos fariseus” (Lc 12.1-3).
Jesus usou a palavra “fermento” como analogia, referindo-se a hipocrisia e falsidade doutrinária que acometiam muitos fariseus daquela época e as quais todo ser humano está sujeito. Por isso, Ele explicou claramente que – assim como uma pitada de fermento cresce, silenciosa e rapidamente, tomando conta de toda a massa – assim também a hipocrisia e o orgulho religioso começam pequenos no pensamento, mas logo tomam conta de todas as atitudes.
Naquele contexto, observamos que muitos escribas e fariseus demonstravam ser demasiadamente santos, obedientes a Deus e zelosos para com a sua Lei. Porém, suas atitudes vinham de corações e egos repletos de vaidade, orgulho e egoísmo. Faziam boas ações apenas para serem vistos e elogiados pelas outras pessoas – como Jesus condena em Mateus 23.
O nosso Senhor perscruta os corações, não apenas as obras, mas também suas intenções. Ele nos convoca a ter uma fé e devoção que sejam frutos de genuíno amor, não apenas de regras externas. Esse ensinamento precioso tem tudo a ver com a próxima aula, na qual abordaremos a humanidade de Cristo (sem ceder ao pecado) e seu sumo sacerdócio a nosso favor.
Estude o rico conteúdo em sua revista e sempre provoque a autoanálise em seus alunos, mediante uma reflexão profunda acerca do caráter divino e humano de Cristo, que embora perfeito foi também humilde, compreensivo, generoso etc. dando-nos modelo de como é a genuína santidade.
O Senhor Jesus abençoe você e a sua classe! Ótima aula.
