Lição 08 – A Falácia do Pragmatismo
Prezado(a) professor(a),
A paz do Senhor!
Na lição 8, você vai tratar com os alunos a respeito do Pragmatismo e como ele contrasta com os valores cristãos. Para ajudá-lo(a) a cativar a atenção de sua classe, destacamos o texto abaixo com os fundamentos do pragmatismo que é de autoria do pastor Eduardo Leandro, comentarista do trimestre:
I – FUNDAMENTOS DO PRAGMATISMO
Como observamos inicialmente, o pragmatismo valoriza o que produz resultados visíveis, rápidos e mensuráveis. No contexto eclesiástico, traduz-se em estratégias que priorizam crescimento numérico, visibilidade nas redes sociais e/ou satisfação imediata do público. Muitas igrejas adotam práticas apenas porque funcionam ou porque “atraem multidões”, mesmo que não estejam alinhadas com os princípios bíblicos.
Um dos grandes problemas é que essa ênfase na eficiência pode levar a uma fé superficial baseada em experiências emocionais e em métodos que agradam aos sentidos, mas não nutrem o espírito. Quando o foco está apenas no que dá certo, a igreja corre o risco de tornar-se uma empresa religiosa, oferecendo “produtos espirituais” de fácil consumo, sem compromisso com a transformação verdadeira pela Palavra. O resultado é um cristianismo moldado pelo sucesso humano, e não pela obediência a Deus. A Bíblia, porém, nunca condicionou a verdade da sua mensagem aos resultados imediatos. Pelo contrário, muitos homens de Deus, como Jeremias ou Paulo, foram considerados “fracassados” aos olhos do mundo, embora tenham sido fiéis ao Senhor.
Quando o pragmatismo torna-se norma, a mensagem do evangelho é frequentemente ajustada para tornar-se mais agradável ou aceitável ao público. Verdades difíceis, como pecado, arrependimento e santidade, são suavizadas ou ignoradas a fim de não “espantar” os ouvintes. Assim, o conteúdo é relativizado em nome da aceitação social e do sucesso aparente.
Líderes podem cair na tentação de medir a eficácia da pregação não pela fidelidade bíblica, mas pelo número de curtidas, seguidores e/ou visitantes. Isso esvazia o conteúdo do evangelho e transforma o púlpito num palco de entretenimento religioso. O perigo é que a mensagem central de Cristo crucificado torne-se irreconhecível no meio de discursos motivacionais e fórmulas de autoajuda.
A Palavra de Deus, no entanto, não é negociável. O apóstolo Paulo advertiu contra pregações que agradam aos ouvidos (2 Tm 4.3), enfatizando que a pregação autêntica pode ser rejeitada pelo mundo, mas é poderosa para salvar os que creem. A relativização do conteúdo, por mais eficaz que pareça, enfraquece o poder transformador do evangelho.
Em tempos atuais, o que alguns chamam de “metamodernidade” é, na prática, o pragmatismo, que incentiva uma adaptação constante às tendências culturais, tecnológicas e de mercado. Embora a Igreja deva comunicar-se com clareza ao seu tempo, há o risco de importar métodos seculares que reduzem o evangelho a um produto moldável conforme a demanda. A programação torna-se voltada para o gosto do consumidor, não para o discipulado bíblico.
Essa adaptabilidade excessiva pode produzir igrejas que se parecem mais com centros de entretenimento do que com comunidades de fé. Quando o culto é programado com base em pesquisas de satisfação, perde-se o senso de reverência, adoração e centralidade das Escrituras. O foco muda da glória de Deus para o bem-estar do frequentador. A missão da Igreja não é agradar, mas proclamar a verdade com amor e fidelidade. Estratégias podem ser úteis, mas nunca devem substituir a direção do Espírito Santo nem comprometer a mensagem. Jesus não adaptou a sua mensagem ao gosto das multidões, e sim as chamou ao arrependimento e ao discipulado sacrificial.
ALVES, Eduardo Leandro. Entre a Verdade e o Engano: Combatendo Ideologias e Ensinos que se Opõem à Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2026, pp. 97-99.
Que Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!
Verônica Araujo
Editora da Revista Lições Bíblicas Jovens
