LIÇÃO 3 – A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES
Objetivos da Lição:
I) Analisar com a classe como a graça sustenta a unidade da Igreja em Atos 15;
II) Examinar biblicamente a salvação pela graça como oferta universal em Cristo;
III) Incentivar a busca constante do trono da graça.
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – QUANDO A GRAÇA PRE SERVA A UNIDADE DA IGREJA
II – UM PRESENTE DE SALVAÇÃO PARA TODOS
III – CRESCENDO NA GRAÇA
À medida que cada vez mais crentes incircuncisos entravam na igreja, os temores dos cristãos judaizantes aumentaram, pois o Reino, rejeitado pela maioria dos judeus, estava sendo povoado rapidamente pelos convertidos entre os gentios. Isso parecia contrário às promessas e alianças especiais do Antigo Testamento, e os judaizantes começaram a fazer campanha a favor da circuncisão de todos os gentios convertidos para que pudessem pertencer à assembleia de Israel. Por outro lado, Paulo e Barnabé tinham sido favorecidos por revelações de Deus na sua convicção em uma nova época em que a igreja era universal e espiritual e de forma nenhuma, poderiam sujeitar-se às exigências legalistas do judaísmo.
Homens da Judeia estavam ensinando em Antioquia da Síria que a circuncisão era necessária para a salvação, e a tensão resultante foi aguda. Os líderes concluíram que era necessário agir rapidamente a fim de evitar uma divisão que separaria a igreja em dois ramos: um judaico e outro gentílico.
A comunidade de Antioquia decidiu enviar Paulo, Barnabé e outros, como Tito (um grego não circuncidado) para consultar os apóstolos e anciãos em Jerusalém. Na sua viagem a Jerusalém (uma viagem de aproximadamente 480 quilômetros), Paulo e Barnabé visitaram diversas congregações.
“Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e con tenda contra eles” (At 15.2) De modo nenhum, os apóstolos concordaram com tal ensinamento; apresentaram-se e publicamente a rebateram. Eles defenderam que a salvação é pela graça, mediante a fé, sem as obras da Lei: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (Gl 2.16).
A igreja da Fenícia tinha sido fundada por crentes que tinham fugido de Jerusalém (At 11.19); Samaria tinha sido evangelizada por Filipe (At 8.5). Em vez de ficarem alarmados com as notícias da conversão dos gentios, esses crentes expressaram grande alegria. Os crentes espirituais, que não são desencaminhados por sentimentos sectários, sempre se alegram ao saber de conversões (Fp 1.15-18).
O Concílio de Jerusalém
O Concílio de Jerusalém, registrado em Atos 15, representa um dos momentos mais importantes da Igreja Primitiva. Foi o pri meiro grande encontro da liderança da Igreja Primitiva entre 48 e 50 d.C., que reuniu apóstolos (Pedro, Paulo, Tiago), presbíteros e membros da igreja para ser resolvida uma grande questão dou trinária suscitada pelos judaizantes (judeus que sentiam que os gentios não poderiam ser salvos sem, antes, tornarem-se judeus). Nele discutiu-se que os gentios convertidos precisavam guardar a Lei de Moisés.
A composição exata desse Concílio não é conhecida. Outros apóstolos além de Pedro, Paulo e Tiago devem ter sido convoca dos e devem ter estado presentes. As pessoas mais interessadas nessa questão são os apóstolos presentes em Jerusalém, os anciãos da igreja e a delegação de Antioquia, mas os versículos 12 e 22 indicam que esse debate ocorreu na presença de toda a igreja. O debate completo era permitido, e então Pedro, Paulo e Barnabé levaram a discussão à conclusão para que Tiago, que teria presidido a reunião, pudesse propor uma solução. O argumento do partido legalista deve ter tido forte efeito de persuasão, e as indicações que são dadas no Novo Testamento mostram que eles conseguiram persuadir grande número de pessoas, o que explica a grande controvérsia daí resultante, que também já tinha levado o apóstolo Paulo escrever a Epístola aos Gálatas.
Texto extraído da obra “A Igreja dos Gentios”, editada pela CPAD.
