Lição 12 – O evangelho chega no coração do império
ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – PAULO EM ROMA: PRISIONEIRO, MAS LIVRE EM CRISTO
II – O EVANGELHO PREGADO AOS JUDEUS EM ROMA
III – A REJEIÇÃO DOS JUDEUS E A SALVAÇÃO AOS GENTIOS
CONCLUSÃO
Esta lição tem três objetivos que os professores devem buscar atingi-los:
1. Mostrar que a prisão não impediu o avanço do Reino de Deus;
2. Destacar a reação dos judeus e discernir o campo da decisão;
3. Enfatizar o exemplo de Paulo à missão da Igreja hoje.
Prezado(a) professor(a), a paz do Senhor e Salvador Jesus.
As muitas lutas e oposições que Paulo teve de enfrentar em Jerusalém resultaram na sua prisão e condução à Roma. Mas o que parecia ser um prejuízo e isolamento do apóstolo, tornou-se em mais uma oportunidade para anunciar o Evangelho. A viagem até Roma não foi nada fácil, tendo em vista o naufrágio que havia enfrentado. Ao chegar em Roma, Paulo permaneceu como prisioneiro. Diferente de outras ocasiões, o apóstolo ficou preso em sua própria residência sob a escolta de um soldado romano. Dessa forma, Paulo podia receber os irmãos em sua casa e escrever Cartas direcionadas aos crentes das igrejas já fundadas, a saber, efésios, colossenses, filipenses e a Filemom. Seus escritos foram de suma importância para o crescimento espiritual e fortalecimento dos cristãos dessas igrejas. Os episódios finais da trajetória de Paulo não são totalmente relatados por Lucas no livro de Atos.
De acordo com o Comentário do Novo Testamento — Aplicação Pessoal (CPAD), “Embora Paulo estivesse em prisão domiciliar durante dois anos inteiros, fez mais do que falar aos judeus. Escreveu cartas, comumente chamadas de suas epístolas da prisão […]. Paulo recebia todos quantos vinham vê-lo, e esta lista certamente era longa. Lucas estava com Paulo em Roma (2 Tm 4.11). Timóteo frequentemente o visitava (Fp 1.1; Cl 1.1; Fm 1.1), como também Tíquico (Ef 6.21), Epafrodito (Fp 4.18), e Marcos (Cl 4.10). Paulo testemunhou a toda a guarda romana (Fp 1.13), e estava em constante contato com os crentes romanos. Diz a tradição que Paulo foi libertado depois de dois anos de prisão domiciliar em Roma, e a seguir iniciou uma quarta viagem missionária. […] Durante o seu primeiro período de prisão em Roma, ele ensinava com toda a liberdade, sem impedimento algum. A palavra grega akolutos (‘sem impedimento’) é a última palavra do Livro de Atos, concluindo assim o livro com uma nota triunfal” (2009, pp. 751-52).
Permanecer preso em sua própria casa não é o que qualquer pessoa deseja, mas Deus usou a prisão do apóstolo para consolidar a fé dos irmãos de Roma. E não somente isso, como também mobilizou tempo e recursos para que o seu servo pudesse escrever, sob inspiração, três Cartas que seriam fundamentais para estabelecer as doutrinas observadas pela igreja até os dias atuais. Seu exemplo revela que nada acontece por acaso na vida de um servo de Deus. Até mesmo os infortúnios da vida, Deus pode usar para trazer grandes lições ou mesmo para alcançar pessoas que estão precisando ouvir o testemunho do Evangelho. Como o próprio apóstolo ensinou em sua Carta aos Coríntios, “E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são” (1 Co 1.28).
Texto extraído e adaptado da revista Ensinador Cristão, edição nº 106, p. 42.
