Lição 5 – O grande mandamento
ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – O AMOR QUE SUSTENTA OS MANDAMENTOS
II – O AMOR DESPERTADO PELA PALAVRA
III – COMO VIVER O AMOR DE DEUS NA PRÁTICA
CONCLUSÃO
OBJETIVOS
Esta lição tem três objetivos que os professores devem buscar atingi-los:
1. Apresentar o amor a Deus como fundamento dos mandamentos;
2. Enfatizar a importância da Palavra na formação espiritual;
3. Expressar o amor a Deus e ao próximo por meio da prática.
Amigo(a) professor(a), a gloriosa Paz do Senhor!
Nesta rica oportunidade, veremos que o amor é a base do relacionamento com Deus e com o próximo. Ao estabelecer a Lei, Deus não o fez para que o seu povo cumprisse perfeitamente um conjunto de regras e mandamentos, tornando-se apenas bons religiosos. Pelo contrário, a Lei veio para que o povo conhecesse a vontade de Deus e o amasse de todo o coração, de toda a alma e com todas as suas forças, acima de qualquer pessoa ou bem material (Dt 6.5). O chamado de Deus para que os israelitas “ouvissem” tinha como finalidade levá-los a compreender o nível de relacionamento que o próprio Senhor desejava que desfrutassem. Infelizmente, a mente cauterizada pela desobediência fez com que essa relação se limitasse a uma religiosidade vazia, que priorizava a aparência exterior em detrimento de um estilo de vida que agradasse a Deus. Por várias ocasiões, o Senhor usou profetas para exortar o seu povo ao arrependimento e sensibilizá-lo de que o relacionamento com o Senhor não deveria se restringir ao cumprimento de ritos do judaísmo ou nem à mera observação teórica da Lei. Diferentemente, a relação com o Criador era uma expressão sincera de amor. Conforme discorre o Comentário Bíblico Beacon (CPAD, Vol. 1), “Este amor tem de abranger a personalidade total: coração, alma e poder (Dt 6.5). Estes três termos envolvem o homem inteiro, sua vida interior e exterior, sua mente, vontade, desejo, emoções psíquicas, energia mental e física, e até suas posses. Quando lhe perguntaram qual era o primeiro mandamento da lei, Jesus citou a Shema, acrescentando ‘entendimento’ (Mc 12.30; Lc 10.27). Fez isso provavelmente para pôr em relevo o vocabulário grego dianoia, que significa ‘entendimento’, usado pela Septuaginta. Também acrescentou Levítico 19.18: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. As pessoas que têm o Antigo Testamento em baixa estima deveriam lembrar que, de suas páginas, o Filho de Deus definiu a religião vital em termos de amor. ‘A resposta de Jesus estava em concordância com o melhor pensamento judaico sobre o assunto. Em consequência disso, os judeus e cristãos consideram esta lei a exigência primária de Deus, o resumo de todas as exigências’” (2005, p. 434). Ainda hoje, o padrão espiritual de relacionamento com Deus não mudou. No tratado com a sua igreja, Deus continua esperando a mesma obediência e amor por parte do seu povo. Não se trata de cumprir formalidades, ser apenas um crente frequentador fiel da igreja, grande conhecedor das Escrituras, e sim de transformar esse compromisso numa espiritualidade saudável para com Deus e os demais irmãos. Nosso Senhor nos alertou de que a nossa justiça precisa exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5.20). Ele quis nos alertar de que aprender seus mandamentos não nos torna seus discípulos, e sim a obediência diária de um estilo de vida que reflete o seu caráter santo (Jo 14.21).
Tenha uma excelente aula!
(Texto extraído e adaptado da revista Ensinador Cristão, nº 107, 4º trimestre de 2026, subsídio da Lição 5, p. 38).
