Lição 6 – A aliança e as bênçãos da obediência
Objetivos da Lição:
I) Evidenciar a relação entre eleição, santidade e propósito na aliança divina;
II) Demonstrar como o amor, a fidelidade e a obediência sustentam a aliança;
III) Orientar os alunos quanto à importância da santidade e da separação do mal.
ESBOÇO DA LIÇÃO
I – ELEIÇÃO E SAN TIDADE: DOIS AS PECTOS DA ALIANÇA
II – A ELEIÇÃO DE ISRAEL: AMOR, ALIANÇA E OBEDIÊNCIA
III – SANTIDADE E SEPARAÇÃO: VIVENDO EM OBEDIÊNCIA
A SEPARAÇÃO COMO EXIGÊNCIA DA LEI DE DEUS
É preciso analisar duas coisas para que se compreenda a questão do julgamento: 1) Israel era a nação santa do Senhor e, para manter essa santidade, teria que eliminar todos os povos pecaminosos. Esse era um dos propósitos da eleição. No demais, o que iria prevalecer na terra onde iriam habitar era o status teocrático: povo santo do Senhor — e isso ficou claro desde que saíram do Sinai (Êx 19.5-6). Assim, esse povo teria que ter um padrão mais elevado. Ao pensar em gloriar–se, deveriam fazer isso apenas no nome de Deus, pois a sua eleição devia-se apenas ao ato soberano e à fidelidade do Senhor (Dt 4.37).
Deus não escolheu Israel por ser um povo numeroso, pois, quando chamou Abrão, ele e Sarai eram apenas um casal sem filhos. Quando desceram ao Egito, eram apenas 70 pessoas (Dt 7.7; 10.22). Tudo isso mostra que não havia qualquer reivindicação da parte de Israel que pudesse falar da falta de cuidado do Senhor para com eles. Esse povo teria que guardar a aliança; caso contrário, as sanções divinas seriam desencadeadas contra todos eles, porque, ainda que a graça divina fosse imerecida e chegasse até mil gerações, os que procedessem na rebeldia e provável apostasia logo receberiam as maldições divinas, além de tomarem conhecimento de que essas maldições não seriam nada injustas (Dt 7.9-11).
Se cada israelita procurasse guardar a aliança do Senhor, logo iria desfrutar das suas copiosas bênçãos na área familiar e na fertilidade do campo e dos rebanhos, pois Deus não faz promessas vazias (Gn 12.2-3; Êx 23.22-31, Dt 7.12-15), pois Ele é vivo e verdadeiro. Todas as enfermidades, que entraram no cenário humano por causa do pecado e desobediência do homem, seriam afastadas. O Senhor, no ato da preservação da sua aliança, prometeu que os que procedessem fielmente seriam protegidos. As doenças que atingiam os egípcios — elefantíase, disenteria e oftalmia — seriam todas afastadas.
Atentaremos agora para a segunda questão, pois todo o Israel seria recompensado se fosse obediente ao Senhor na primeira (Dt 7.12-15) e teria vitória sobre o inimigo. Assim, podemos dizer que 2) Israel tinha os privilégios de ser a nação santa do Senhor; porém, com a missão que tinham de eliminar todas as nações de pecadores, por vezes poderiam ser tentados a intimidarem-se, mas eles não poderiam temer diante deles. Moisés lembra-os de que, ainda quando eles eram jovens, viveram a experiência de verem os sinais e grandes milagres operados por Deus no Egito em favor deles. Esse mesmo Deus estava com eles para desbaratar todos os seus inimigos (Dt 7.19-24).
O uso da palavra vespões não está sendo empregado aqui por Moi sés como referência ao símbolo do poder de Faraó, mas, sim, como uma figura do terror de Deus, que iria atingir os inimigos de Israel e produzir neles medo, terror e pânico. Mas agora vem a punição para os povos pecadores de Canaã: o povo de Deus teria que os lançar fora da terra (Êx 23.29-30; Jz 2.20,23; 3.1-2). A ação dos israelitas contra essas nações seria com sucesso por causa do poder do Senhor para o bem deles. É lamentável dizer, mas, depois da morte de Josué, o povo entregou-se à apostasia, de modo que Deus suspendeu essa bênção, trazendo castigo para todos.
A ordem divina era para exterminar aquela gente idolátrica, pecadora, e apagar o nome deles da terra. Eles jamais poderiam apropriar-se do que estava debaixo de maldição por parte de Deus, pois, procedendo assim, perderiam o direito da bênção (Js 7). O versículo 16 é bem expresso em dizer que todos aqueles povos que seriam dados por Deus deveriam ser destruídos, pois, procedendo assim, Israel estaria executando o juízo divino contra aquela gente de cultura dominada pela idolatria, imoralidade e violência (Lv 18.24-30).
Reforçamos mais uma vez que essa ação que seria feita por Israel não aconteceria em um impulso de raiva ou pódio étnico, mas como uma retribuição da justiça divina. Israel, na verdade, seria o instrumento de julgamento na terra (Dt 9.4-5). Nós, cristãos, precisamos proceder de modo correto, santo e sincero, pois Deus ainda executa juízo contra o pecado (1 Pe 4.17). Atualmente existe a idolatria moderna, que não é praticada só com ídolos, mas com o coração dos que amam o mundo e tornam-se inimigos de Deus (1 Co 2.15-17; Cl 3.5; Tg 4.4).
Texto extraído da obra “O DEUS DA ALIANÇA”, editada pela CPAD.
