Lição 5 – O Ensino e a Igreja
OBJETIVOS:
DEMONSTRAR que Jesus era um grande Mestre e valorizava o ensino;
PONTUAR os objetivos do ensino bíblico;
DESTACAR que o cristão deve ter um coração ensinável.
ESBOÇO DA LIÇÃO:
1. O QUE É ENSINO
2. OBJETIVOS DO ENSINO CRISTÃO
3. O QUE PRECISAMOS APRENDER
4. APENDENDO UNS COM OS OUTROS
A Paz do Senhor, querido(a) professor(a)! No próximo domingo, o tema do nosso estudo é também a nossa prática e vocação: o ensino. O que seria da Igreja sem a transmissão do genuíno conhecimento deixado por Jesus?
Em diversos momentos da história cristã, mesmo no primeiro século, vemos a ferrenha oposição do Inimigo por meio da disseminação de falsas doutrinas entre os cristãos. Não por acaso, o próprio Senhor Jesus, o Mestre dos mestres, nos advertiu contra falsos ensinos e falsos ensinadores, descritos como “lobos devoradores” em pele de ovelha, que visam desviar a fé. Alguns versículos-chave incluem Mateus 7.15-20 (reconhecer pelos frutos), Romanos 16.17 (evitar causadores de divisões), 2 Pedro 2.1-3 (mercadores da fé) e 2 João 1.9-11 (não acolher quem distorce a doutrina de Cristo).
Nesse ano de eleição em nosso país, tenhamos muita cautela com aqueles que instrumentalizam a Bíblia, o púlpito e os irmãos, em prol de seu próprio projeto de poder, ainda que dizendo ser em nome de Deus ou de seu Reino. Ensine seus juvenis a sempre ponderarem se as palavras, projetos e ações de tal candidato coadunam ou divergem da proposta de amor, justiça e equidade, manifestas pelo ensino e atitudes de Jesus.
Cristo jamais instigou as massas contra algum governo ou governante. Tampouco orientou seus discípulos a agirem contra os adeptos de político “X” ou “Y”. Embora sendo Rei dos reis, Jesus não impôs a sua Lei aos governos terrenos. Ao contrário, repetidas vezes explicou que o seu Reino não é deste mundo (cf. Jo 18.36).
Dessa forma, as preventivas palavras do apóstolo Paulo aos cristãos romanos de sua época, continuam tão vivas e necessárias quanto no passado para os cristãos de hoje: “Meus irmãos, peço que tomem cuidado com as pessoas que provocam divisões, que atrapalham os outros na fé e que vão contra o ensinamento que vocês receberam. Afastem-se dessas pessoas porque os que fazem essas coisas não estão servindo a Cristo, o nosso Senhor, mas a si mesmos. Por meio de conversa macia e com bajulação, eles enganam o coração das pessoas simples. Todos sabem como vocês têm sido fiéis ao evangelho, e por isso eu me alegro por causa de vocês. Quero que sejam sábios a respeito do que é bom e não tenham nada a ver com o que é mau” (Romanos 16.17-19 – NTLH).
Até lá, mantenhamo-nos firmes e constantes no estudo, prática e ensino do genuíno Evangelho de Cristo, pois essa é a nossa grande missão enquanto Igreja. Para o seu aprofundamento nessa reflexão, além de todo conteúdo teológico em sua revista Lições Bíblicas Juvenis sobre o tema, veja abaixo como subsídio extra um trecho do Manual de Ensino para o Educador Cristão.
A Grande Comissão:
“O mandato ‘Fazei discípulos’ (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, ‘guardar [obedecer] todas as coisas’ que Cristo ordenou. Em outras palavras, seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar.
Prática da Igreja Primitiva:
Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento?
A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles ‘perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos’ (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.
A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: ‘Uns […] para pastores e doutores [mestres, professores]’ (Ef 4.11). O propósito? ‘Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo’ (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição.
Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo ‘dom de ensino’ com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: ‘Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo’ (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata” (GANGEL, Kenneth; HENDRICKS, Howard G. (Eds.) Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. RJ: CPAD, 2005, pp.6,7).
O Senhor Jesus abençoe você e a sua classe! Ótima aula!
