Lição 13 – A missão continua em nós
ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – O MANDATO UNIVERSAL DE JESUS
II – O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA MISSÃO
III – A GRANDE COMISSÃO E A CONTINUIDADE DO CHAMADO MISSIONÁRIO
CONCLUSÃO
Esta lição tem três objetivos que os professores devem buscar atingi-los:
1. Explicar o mandato universal de Cristo à luz da Grande Comissão;
2. Demonstrar o papel do Espírito na expansão missionária da Igreja;
3. Conduzir o aluno a assumir compromisso pessoal com missões.
Amigo(a) professor(a), a paz do Senhor Jesus.
Estamos finalizando mais um trimestre de estudos com as Lições Bíblicas Adultos, editada pela CPAD. Nesta última lição, o foco é a missão que teve início com os primeiros cristãos e que se estende à igreja dos dias atuais. A pregação do Evangelho rompeu as barreiras étnicas, culturais e geográficas e, finalmente, chegou até nós. É responsabilidade da igreja atual dar continuidade à pregação do Evangelho a fim de que todos os povos da terra conheçam a Palavra da Salvação (Mc 16.15). Afinal de contas, esta é uma promessa de nosso Senhor, de que este Evangelho alcançaria os confins da terra antes de chegar o tempo do fim (Mt 24.14). Para tanto, o trabalho da igreja é contínuo e progressivo. Ele não consiste apenas em anunciar, mas, sobretudo, consolidar a fé daqueles que creem e integrá-los ao Corpo de Cristo, isto é, a igreja. Dessa forma, os irmãos recém-chegados tornam-se participantes do compromisso com a sã doutrina, bem como da responsabilidade de alcançar outras pessoas para Cristo, por meio de um testemunho fiel e sincero (At 1.8). O cerne do testemunho cristão é um estilo de vida comprometido com a mensagem compartilhada da Palavra de Deus e que, corriqueiramente, é estudada nas igrejas. Adotar um evangelho que consiste apenas em conhecimento teórico é reduzi-lo ao vazio do judaísmo farisaico, ou seja, sem poder e autoridade espirituais (Mt 7.29). Por essa razão, Paulo declara que o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crer” (Rm 1.16).
A esse respeito, Lawrence O. Richards declara, na obra Comentário Bíblico Histórico-Cultural (CPAD) que “O termo grego para a palavra poder é dunamis. Ele não é, como alguns acreditam, uma força explosiva (dinamite) de Deus, mas uma inextinguível energia que permite que Ele faça uma transformação interior nos seres humanos. O conceito subjacente de ‘salvação’ mantém nossa atenção focalizada em nosso interior. No Antigo Testamento, a ‘salvação’ era principalmente a libertação dos inimigos estrangeiros; mas no Novo Testamento ela representa principalmente a libertação do poder corruptor do pecado, e o temor de suas eternas consequências. Paulo, talvez esteja esperando aqui que seus leitores também pensem no uso cotidiano dessa palavra no primeiro século, onde soteria significava ‘saúde, segurança, preservação’. O evangelho é o poder de Deus – poder que é transmitido a todos os que creem, para nos livrar das trágicas consequências de nosso pecado, e nos tornar espiritualmente sadios para sempre” (2007, p. 290).
Em outras palavras, o Evangelho é uma mensagem nova que deve ser vivida a cada dia. O próprio Paulo endossa esta verdade aos filipenses quando diz “[…] assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12), ou seja, desenvolvei a vossa salvação. Que o nosso testemunho possa alcançar muitas almas para Cristo!
Texto extraído e adaptado da revista Ensinador Cristão, edição nº 106, p. 42.
